Marcos Panissa chega à PEL 1 com grau de periculosidade médio
Anteriormente em Foz do Iguaçu, homem foi transferido para Londrina para seguir cumprindo a pena pelo homicídio de Fernanda Estruzani, morta com 72 facadas em 1989
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quarta-feira, 27 de maio de 2026
Anteriormente em Foz do Iguaçu, homem foi transferido para Londrina para seguir cumprindo a pena pelo homicídio de Fernanda Estruzani, morta com 72 facadas em 1989

Após passar um mês preso na Cadeia Pública de Foz do Iguaçu (Oeste), Marcos Panissa chegou em Londrina para seguir cumprindo a pena de 19 anos e seis meses de prisão a qual foi condenado pelo homicídio da ex-esposa, Fernanda Estruzani, com 72 facadas em 1989. Ele está na PEL 1 (Penitenciária Estadual de Londrina) desde 15 de maio, unidade definida pela Polícia Penal do Paraná considerando critérios técnicos e de segurança, além da grande repercussão acerca do caso nas últimas décadas.
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O órgão informou que a transferência foi realizada em conformidade com protocolos institucionais, sem dar mais detalhes “referentes à execução penal de pessoas privadas de liberdade”. O condenado possui grau de periculosidade médio, sem histórico de fuga ou registro de facção. Antes de Panissa chegar em Londrina, a FOLHA noticiou que a demora na remoção se dava por conta da falta de vagas no sistema prisional da região, devido à superlotação carcerária. O juiz Osvaldo Taque, da Vara de Execuções Penais de Londrina, havia determinado a transferência ainda em abril, no dia 23.
O advogado de Panissa, Antônio Carlos Vianna, comunicou que só irá se manifestar sobre a chegada de seu cliente na próxima semana. Com o homem preso em solo londrinense, a defesa deve interpor um recurso ao TJPR (Tribunal de Justiça do Estado do Paraná) solicitando uma revisão criminal, almejando uma redução da pena a partir do reconhecimento de que o homicídio de Estruzani foi um crime passional. A ideia é pleitear uma nova sentença de seis a oito anos de prisão.
Relembre o caso
Fernanda Estruzani e Marcos Panissa se conheceram quando tinham 17 e 20 anos, respectivamente, e tiveram uma filha juntos. O homem assassinou a ex-esposa em 6 de agosto de 1989 no apartamento onde ela morava, no centro de Londrina, quando Estruzani tinha 21 anos e ele, 23. A mulher foi surpreendida enquanto dormia. Panissa desferiu 72 golpes de faca na vítima. À época do crime, confessou que foi motivado por ciúmes, visto que a mulher estava namorando o vendedor autônomo Edilson Ferreira da Silva, conhecido como Buzina, que tinha 23 anos. O homem, que foi testemunha no processo criminal que teve Panissa como réu, foi executado a tiros anos depois, em 2004, em uma lanchonete na região central de Londrina.
Panissa não compareceu ao seu terceiro julgamento em 1995, sendo considerado foragido desde então. A pena de 19 anos e seis meses prisão foi definida pela Justiça em 2010 após uma apelação da defesa, mas ele iniciou o cumprimento somente no dia 15 de abril deste ano, quando foi capturado no Paraguai depois de passar três décadas impune e expulso para Foz do Iguaçu. No país vizinho com documentos falsos, se apresentava como José Carlos Vieira e constituiu uma nova família, trabalhando no comércio. Se ele não fosse capturado até 2033, o crime iria prescrever.

Confira a cronologia completa do caso no podcast Banco dos reús, da FOLHA.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.





