O vendedor autônomo Edilson Ferreira da Silva, 38 anos, conhecido como Buzina, foi morto com quatro tiros sábado à noite, em Londrina. O crime ocorreu pouco antes da zero hora de domingo, na lanchonete Palhaçada Drink's, na Rua Bolívia, na Vila Brasil (Região Central).
Segundo familiares da vítima, que estiveram na 10 Subdivisão Policial (SDP) em busca do Boletim de Ocorrência para liberar o corpo, o fato foi presenciado por cerca de 50 pessoas que estavam no estabelecimento, incluindo crianças. Silva estava no local com a esposa e um filho de seis anos e discutiu com o assassino pouco antes dos disparos. A arma usada no crime seria uma pistola calibre 380 que estava guardada numa caminhonete Ford Ranger azul dirigida pelo agressor.
Ainda segundo os familiares, uma pessoa seguiu o autor do homicídio após o crime num veículo que seria um Celta ou outro de aspecto semelhante. As primeiras informações recebidas pela Polícia Civil dão conta de que o assassino seria um jovem de família rica e morador de uma residência na Avenida Higienópolis, perto do rotatória da Avenida Madre Leônia Milito.
Em entrevista à Rádio Brasil Sul, o delegado de plantão, Aírton Simplício, disse que o pai da vítima afirmou pouco depois do crime que o filho era usuário e traficante de drogas e a morte seria um provável acerto de contas. Silva era pai de três filhos e morava na Rua Uruguai, a poucos metros da lanchonete.
Uma vizinha que não quis se identificar disse que ouviu os tiros e a chegada da polícia, mas não saiu de casa por medo. ''Moro aqui há 17 anos, mas não conheço nenhum dos envolvidos. Trabalho fora o dia inteiro, mas à noite sempre ouço barulho nesse bar'', afirmou.
Silva foi testemunha num dos processos criminais mais conhecidos da história da cidade: a investigação do homicídio de Fernanda Estruzani, morta aos 21 anos. A jovem foi assassinada com 72 facadas em 6 de agosto de 1989, no Edifício Edi, na Avenida São Paulo (Centro), e o acusado pela autoria do crime é o empresário Marcos Panissa, seu ex-marido. Ele foi condenado em dois júris, teve prisão preventiva decretada em 1995 após não se apresentar para um terceiro julgamento e está foragido até hoje.
Silva testemunhou que na tarde anterior ao assassinato estava no apartamento de Fernanda, com quem estava namorando, quando Panissa chegou. Este teria agredido o vendedor, que reagiu. Depois da briga, Panissa foi embora. Pouco depois, Silva e Fernanda deixaram o apartamento para visitar a mãe do vendedor e retornaram por volta das 21 horas.
Na ocasião, Silva não teria subido até o apartamento. Fernanda foi encontrada esfaqueada depois. O processo foi comentado em 2000 no programa ''Linha Direta'', da TV Globo, para o qual Silva deu entrevista. O caso prescreve em 2009.

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