|
  • Bitcoin 144.402
  • Dólar 4,8741
  • Euro 5,1466
Londrina

DE NOVO?

m de leitura Atualizado em 06/10/2021, 18:57

Empresa pede mais 17 dias para entregar obras do Bosque de Londrina

Término da revitalização já foi prorrogado três vezes; FOLHA constata problemas no piso tátil, faixa elevada e na calçada

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de outubro de 2021

Pedro Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

menu flutuante

Prevista para ser entregue nesta quarta-feira (6), após três aditivos de prazo, a revitalização do Bosque Municipal Marechal Cândido Rondon, no centro de Londrina, ainda não está pronta. Na segunda-feira (4), antevéspera da finalização, a empresa responsável pelos trabalhos, com sede em Pedrinhas Paulista, São Paulo, pediu à prefeitura mais 17 dias para concluir as intervenções previstas em projeto. 

Imagem ilustrativa da imagem Empresa pede mais 17 dias para entregar obras do Bosque de Londrina Imagem ilustrativa da imagem Empresa pede mais 17 dias para entregar obras do Bosque de Londrina
|  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

No documento que a FOLHA teve acesso, a construtora justifica a solicitação em razão do furto de ferramentas e materiais, a greve dos caminhoneiros de setembro, que teria atrasado a entrega de cimento, e as chuvas. Segundo o secretário municipal de Planejamento, Marcelo Canhada, o município ainda está apreciando o pedido. “Evidentemente que a possibilidade da empresa ser penalizada é muito grande. Os engenheiros da secretaria de Obras estão avaliando junto com o gestor do contrato (a solicitação).” 

A ordem de serviço foi assinada em fevereiro deste ano, com previsão inicial de término em julho. As melhorias estão custando cerca de R$ 2,9 milhões aos cofres da prefeitura. Medição da segunda quinzena de setembro indicou aproximadamente 80% de execução naquele mês. Enquanto a data de entrega da reforma ainda é incerta, quem passa pelo lugar já aponta algumas imperfeições no que foi feito, principalmente o novo piso. 

“A obra do bosque é de suma importância e disso ninguém tem dúvidas, dado o estado que estava. No entanto, a impressão que dá é que esse piso de concreto foi todo remendado. Parece uma colcha de retalhos, com piso de um jeito num lugar, no outro com erros, partes quebradas”, criticou o aposentado Sérgio Ribeiro Santana. 

A reportagem andou pelo bosque e também constatou o que foi apontado pelos entrevistados, com problemas visíveis em partes que já foram executadas. No cruzamento da rua Piauí com a avenida Rio de Janeiro, por exemplo, a faixa elevada para pedestres já apresenta falhas na entrada e saída dos veículos. No lado oposto, na avenida São Paulo, a calçada tem rachaduras. 

LEIA TAMBÉM:

- O que torna uma cidade acessível para todos?

- Lojistas pedem vagas de estacionamento na frente do Terminal Urbano

- Rua do Parque Guanabara terá ciclovia de 450 metros

ACESSIBILIDADE?

Outra complicação observada foi no piso tátil. Perto da esquina da Piauí com a São Paulo, o piso de um lado da via não está no mesmo sentido do que está na outra ponta. A ligação ainda não foi realizada. Já no encontro da Piauí com a Rio de Janeiro, perto dos Correios, uma das pavimentações para deficientes visuais dá em uma árvore recém-plantada, enquanto que a abertura feita próxima para a colocação do piso está completamente torta. 

Imagem ilustrativa da imagem Empresa pede mais 17 dias para entregar obras do Bosque de Londrina Imagem ilustrativa da imagem Empresa pede mais 17 dias para entregar obras do Bosque de Londrina
|  Foto: Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 

No mês passado, a prefeitura havia dado mais 15 dias de prazo e identificado que parte da calçada da passagem principal do bosque tinha ficado fora do padrão estabelecido em projeto, obrigando a construtora refazer o serviço sem prejuízo ao município, o que está acontecendo somente agora. “Eles fizeram toda a calçada e estão quebrando para colocar o piso tátil. Não dava para deixar o espaço antes de concretar tudo? Não seria mais prático, econômico e geraria menos resíduos?”, questionou a técnica em nutrição Carolina Amaral. 

FISCALIZAÇÃO

Marcelo Canhada afirmou que irá fiscalizar a revitalização ainda esta semana e vai analisar as reclamações levadas pela reportagem. “Se tiver alguma coisa em desconformidade com o contrato nós não aceitamos a obra. É retido parte do pagamento, que só é feito depois de recebermos oficialmente. Se tiver imperfeição a empresa será penalizada. Isso é usual. Fazem acabamento e têm que deixar perfeito. Se não ficar, os engenheiros da secretaria de Obras não aceitam e eu também não deixaria aceitar”, garantiu o secretário de Planejamento. 

Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1.