Em raros momentos, a Assembleia Legislativa do Paraná se uniu em torno de um tema, como o modelo de concessão para as rodovias do estado que respeitasse o desejo da população pela menor tarifa e sem outorga.

Imagem ilustrativa da imagem EDITORIAL - Pedágio: uma pauta que uniu os paranaenses
| Foto: Gustavo Carneiro/23/06/21

Parlamentares da situação e oposição lutaram por uma pauta comum, mas o papel da sociedade organizada e do setor produtivo reivindicando e se unindo por uma tarifa justa certamente pesou muito para que o Ministério da Infraestrutura e o governo do Paraná chegassem a um consenso sobre novo modelo de concessão para as rodovias paranaenses.

O modelo escolhido foi de menor tarifa, sem limite de desconto e com garantia de obras a partir de um seguro-usuário. O governador Ratinho Junior destacou que ficou garantido o menor preço, com um grande volume de obras e transparência no leilão.

Governos federal e estadual entram em consenso sobre concessão

A proposta, segundo o governo estadual, é que as tarifas atuais já cheguem à Bolsa de Valores com um desconto médio de 30%. Somando o deságio proposto pelas empresas em disputa, o desconto pode chegar a em média a 50%.

Associado ao desconto, a empresa concessionária precisa realizar um aporte financeiro para garantir a execução do contrato, chamado de seguro-usuário. O valor será assegurado por lote, e poderá ser aplicado com diferentes finalidades, a serem decididas em cada lote.

Uma grande notícia para os paranaenses, que pagaram nos últimos 24 anos um dos pedágios mais caros do país, principalmente os moradores da região do Norte Pioneiro. É uma prova de que a sociedade deve ficar atenta em relação aos temas de interesse público. A atuação conjunta do poderes executivos, legislativo, imprensa e lideranças da sociedade fez muita diferença para a escolha do novo modelo de concessão das rodovias.

Durante o processo de discussão do novo modelo, a Folha de Londrina esteve presente, acompanhando, informando e cobrando o poder público em benefício dos paranaenses. O primeiro passo foi dado, mas a sociedade precisa continuar atenta.

Continuaremos vigilantes, informando os leitores e trabalhando para que não se repita o que aconteceu em 1997, quando o contrato assinado atingiu em cheio o bolso da população e prejudicou o setor produtivo do estado. Seguiremos com o nosso papel crítico, porém bastante construtivo no que diz respeito ao desenvolvimento do Paraná. E você, que apoia o jornalismo profissional, também contribuiu para essa vitória.

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