Brasília - O Ministério da Saúde decidiu incluir pacientes com doenças neurológicas no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19. A mudança ocorre no público de pessoas com doenças preexistentes, cuja estratégia de imunização ocorre atualmente no país.

Com a medida, entram na lista para receber a vacina portadores de doenças cerebrovasculares (como acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório e demência vascular), doenças neurológicas crônicas que impactem na função respiratória, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso, paralisia cerebral, esclerose múltipla ou outras condições similares.

Segundo o ministério, o novo público já pode receber as doses. A alteração faz parte de nova versão do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid, divulgada nesta quinta-feira (20).

O documento estima o total do público prioritário em 78,5 milhões de pessoas. O número é menor do que o estimado na última versão do plano de vacinação, o qual apontava 80 milhões.

A queda ocorre com a retirada de gestantes e puérperas sem comorbidades do grupo previsto para vacinação contra a Covid. No início deste mês, a vacinação deste grupo chegou a ser prevista, mas as orientações foram alteradas após a suspensão temporária da aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes.

A recomendação atual é que sejam vacinadas apenas gestantes e puérperas com doenças preexistentes, público que já vinha sendo vacinado. A vacinação também deve ser feita com doses da Pfizer e Coronavac.

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Nesta quarta, o ministério recomendou que gestantes que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca aguardem até o fim da gestação e do puerpério (ou seja, até 45 dias após o parto) para completar o esquema vacinal com a segunda dose. Já quem tomou as demais vacinas deve seguir os intervalos recomendados

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