Lula venceria todos os concorrentes no segundo turno, diz Quaest
Pesquisa divulgada nesta quinta (9) mostra que atual presidente derrotaria todos os nove prováveis candidatos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de outubro de 2025
Pesquisa divulgada nesta quinta (9) mostra que atual presidente derrotaria todos os nove prováveis candidatos
Da Redação 

Se a eleição para a Presidência da República fosse realizada hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotaria todos os concorrentes ao cargo. É o que aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (9) com os prováveis candidatos ao pleito de 2026. O Levantamento da Genial/Quaest foi feito entre os dias 2 e 5 de outubro, portanto, antes da conversa por telefone entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar do tarifaço de 40% imposto aos produtos brasileiros.
O atual presidente supera a maioria dos candidatos com diferença de dez pontos percentuais em um hipotético segundo turno. Em todos os nove cenários da pesquisa, somente Ciro Gomes (PDT) consegue se aproximar ficando nove pontos atrás do petista: 41% a 32%.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que no momento está inelegível até 2030 em razão de ter sido condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso de poder político e econômico, é o representante da direita com melhor desempenho com 12 pontos atrás de Lula: 46% a 36%.
Quem vem a seguir a é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com 34% ante 46% de Lula. Na sequência, surge o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que recentemente afirmou que não disputaria o pleito presidencial para concorrer à reeleição em seu estado: Freitas somou 33% e Lula 45%.
Primeiro nome da direita a anunciar sua pré-candidatura à Presidência, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teve melhora na pesquisa e conquistaria 32% dos votos contra 47% do petista.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), receberia 31% dos votos ante 44% do atual presidente. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), teria os mesmos 31% de Ratinho ante 46% de Lula.
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos onde faz pressão junto ao governo americano para punir autoridades do governo e do STF (Supremo Tribunal Federal) em razão da condenação de Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe, também teria 31% contra 46% de Lula.
E, por último, aparece o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), com a menor porcentagem frente o atual presidente: 22% a 45%.
MARGEM DE ERRO
A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
APROVAÇÃO SOBE
A Quaest/Genial mostrou ainda em pesquisa divulgada na quarta-feira (8) que o presidente Lula teve melhora no desempenho de seu governo junto ao eleitorado. O levantamento aponta que a aprovação do governo voltou a empatar, dentro da margem de erro, com a desaprovação: 49% dos entrevistados desaprovam a gestão petista, enquanto 48%, aprovam. Foram ouvidas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos com nível de confiança de 95%.
Esta é a primeira vez, desde janeiro, que há empate entre os dois indicadores. No início do ano, 49% desaprovavam Lula ante 47% dos que aprovavam.
Na pesquisa realizada em maio, anteriormente ao tarifaço imposto por Donald Trump aos produtos importados do Brasil, Lula tinha 57% de desaprovação contra apenas 40% de aprovação.
A Quaest perguntou ainda se Lula teria saído mais forte após o encontro de Trump na ONU (Organização das Nações Unidos): 49% disseram que sim e 27% que o petista saiu mais fraco.
Lula melhorou seu desempenho em todas as regiões. No Nordeste, ele manteve os bons índices de aprovação com 60% contra 39% de desaprovação - em julho os números eram 53% a 44%. No Centro-Oeste/Norte, a desaprovação permaneceu em 55%, como em julho, mas a aprovação passou de 40% para 45%. No Sudeste, a desaprovação caiu de 56% para 55% e a aprovação passou de 40 para 41%. No Sul, onde o petista enfrenta a maior rejeição, os números também se alteraram: a desaprovação caiu de 61% para 60% e a aprovação subiu de 35% para 37%.





