‘Peça-chave’ da CMTU pede demissão em Londrina
FOLHA apurou que outros servidores comissionados podem se desligar da Companhia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 08 de outubro de 2025
FOLHA apurou que outros servidores comissionados podem se desligar da Companhia

O diretor administrativo-financeiro da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Denilson Vieira Novaes, pediu demissão e permanece no cargo até esta sexta-feira (10). Auditor fiscal municipal aposentado, ele já ocupou diversas funções na administração pública, tendo sido secretário da Fazenda, de Gestão, superintendente da Caapsml (Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina) e, mais recentemente, presidente da CTD (Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento) no último ano da gestão do ex-prefeito Marcelo Belinati (PP).
Em nota, a CMTU informou que o pedido de exoneração “foi uma opção em razão de questões pessoais e também para se dedicar a projetos profissionais”. “O diretor tinha assumido um compromisso com a atual administração de ficar no cargo em 2025 e colaborar na implementação de medidas para organizar e estruturar a Companhia e posteriormente se desligar”, diz a nota assinada pela Companhia.
Procurado pela reportagem, Novaes confirmou as informações da nota da Companhia. A saída de Novaes, contudo, pode não ser a única, conforme apuração da FOLHA.
Os rumores de mudanças começaram a circular em meio à investigação sobre uma dispensa de licitação realizada pela Companhia para auditar as planilhas de custo do transporte coletivo, com valor de mais de R$ 140 mil. Denúncias apontam que empresas de Curitiba de uma mesma família apresentaram proposta.
Leia mais:
A reportagem apurou que o pedido de desligamento de Novaes, que estava à frente da diretoria mais importante da CMTU, foi feito um dia após a 26ª Promotoria de Justiça encaminhar um ofício pedindo mais informações sobre a contratação da empresa. O caso também já vinha sendo apurado internamente pelo setor jurídico da Companhia .
O contrato foi rescindido na semana passada, e os valores pagos foram devolvidos, mas o caso segue sendo investigado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná).


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





