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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 29/03/2022, 06:45

Belinati vai esperar análise técnica sobre passaporte de vacina

Prefeito diz que vai consultar Procuradoria Jurídica antes de decidir sobre projeto que proíbe exigência de cartão vacinal contra Covid-19

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de março de 2022

Guilherme Marconi - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Emerson Dias - N.Com
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A permissão ou não de cobrança de passaporte sanitário em estabelecimentos públicos ou privados de Londrina está nas mãos do prefeito Marcelo Belinati (PP), que poderá sancionar a lei ou até vetá-la nas próximas semanas. O projeto de lei tramitou em caráter de urgência e foi aprovado pela Câmara Municipal em dois turnos na semana passada, sem qualquer debate técnico nem com a presença de autoridades sanitárias e passou mesmo com parecer jurídico contrário da Casa.

Belinati foi questionado pela primeira vez em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28) sobre o tema, entretanto preferiu não cravar um posicionamento. O prefeito disse que irá aguardar análise da Procuradoria Geral do Município sobre a constitucionalidade e a aplicabilidade dessa futura lei. "Vamos analisar primeiramente sobre o aspecto jurídico da lei, ou seja, se ela tem efetividade ou não, e segundo sobre o aspecto de saúde. Só quando fizermos essa análise tomaremos uma posição", respondeu ele durante evento de entrega de reforma de creche na zona sul. 

Em outros decretos e oportunidades, o chefe do Executivo municipal foi mais taxativo sobre temas relacionados à Covid-19, como vacinação compulsória e apresentação do passaporte da vacina. Um decreto municipal assinado por Belinati em setembro de 2021 tornou obrigatória a vacinação dos cerca de 10 mil servidores públicos da Prefeitura, incluindo impondo sanções aos não vacinados, que estão proibidos de fazerem horas-extras. Apenas 133 funcionários municipais num universo de mais de 9 mil não apresentaram o comprovante. "O decreto obteve um efeito muito bom. Aqueles poucos funcionários públicos que não estavam vacinados acabaram procurando a vacina. O pedido de vacinação foi uma reivindicação daqueles funcionários municipais. A grande maioria acabou se vacinando, isso é uma proteção para os próprios funcionários e para a população de Londrina atendida pelos funcionários públicos municipais."

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Sobre a flexibilização do uso de máscaras em ambientes internos, o prefeito de Londrina disse no mesmo evento que irá aguardar uma resolução estadual do governo do Paraná e não vai emitir decreto municipal sobre o tema neste momento. A Secretaria Estadual de Saúde cogita adotar a medida nesta semana.

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