Coronavírus faz Justiça adiar júri de ex-gm acusado de matar estudante


Rafael Machado - Grupo Folha
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O juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Paulo César Roldão, reagendou o júri popular do ex-guarda municipal Fernando Neves no processo que investiga a morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, por causa do risco de contaminação do coronavírus. O julgamento estava marcado para esta terça-feira (17), mas foi transferido para 12 de maio, a partir das 9h. 



Coronavírus faz Justiça adiar júri de ex-gm acusado de matar estudante
Gustavo Carneiro
 



Na decisão, o juiz escreveu: "Diante das recomendações adotadas pelo Tribunal de Justiça em razão da classificação da Covid-19 como pandemia, considerando a falta de ventilação natural do plenário do Tribunal do Júri localizado no Fórum Criminal, tenho por bem suspender a sessão de julgamento, visto que envolve considerável número de pessoas, como as partes, diversas testemunhas, jurados e policiais, alguns considerados como no grupo de risco". 




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O crime aconteceu em 11 de março de 2018. O jovem participava de uma festa na rua Aristides Vaz, jardim Porto Seguro, região norte, quando ele e seus colegas foram abordados por guardas municipais. Os agentes justificaram que foram acionados por moradores incomodados com o barulho. Durante a abordagem, Matheus foi atingido por um tiro no pescoço. Acabou sendo levado na viatura da GM para o Hospital da Zona Norte, mas foi encaminhado ao HU (Hospital Universitário), onde morreu. 


Além de Fernando Neves, o também ex-guarda Michael de Souza Garcia seria julgado. No entanto, a defesa dele conseguiu um acordo com a Justiça para suspender a acusação do Ministério Público de disparo de arma de fogo e fraude processual. Com isso, não há necessidade de Garcia ter o futuro definido pelos jurados. 


O MP acusou Neves de homicídio e fraude processual. Ele está preso preventivamente desde 2018 e sempre negou ter atirado no estudante. O advogado dele, André Salvador, considerou a decisão de suspender o júri como "prudente", mas entendeu que "poderia ser marcado para um pouco antes. Quem sabe até maio essa pandemia esteja controlada", explicou. 


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