Atiradores invadem escola e matam 8 em Suzano
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quarta-feira, 13 de março de 2019
Pedro Moraes <br> Reportagem Local 

A tranquilidade da cidade de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, foi rompida na manhã desta quarta-feira (13) com os disparos do revólver calibre 38, na escola estadual Raul Brasil, no bairro Parque Suzano. Dois ex-alunos do colégio, Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, deflagraram um ataque por volta das 9h30 e promoveram um massacre. A coordenadora Marilena Ferreira Vieira Umezo, a agente de organização escolar Eliana Regina de Oliveira Xavier, e os alunos Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira, Douglas Murilo Celestino, todos com idades entre 15 e 17 anos, foram mortos. Outras nove pessoas ficaram feridas: Letícia Melo Nunes, Samuel Silva Felix, Beatriz Gonçalves, Anderson Carrilho de Brito, Murilo Gomes Louro Benite, Jennifer Silva Cavalcanti, Leonardo Vinícius Santana, Adna Bezerra e Guilherme Ramos. Antes de chegar ao colégio, a dupla de assassinos foi à loja de venda de veículos usados, localizada a duas quadras, onde alvejaram o tio de Guilherme, Jorge Antônio Moraes.
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As informações prévias divulgadas pelos agentes de segurança de São Paulo apontam que a ação criminosa foi planejada. Castro e Monteiro chegaram calmamente à escola Raul Brasil em um carro alugado, estacionaram e procuraram a secretaria, afirmando que Monteiro gostaria de se rematricular, um ano depois de ter abandonado os estudos. "Os portões estavam abertos e eles foram recebidos pela coordenadora. Eles entraram na escola, atiraram na coordenadora, depois numa segunda funcionária e depois nos alunos", disseram as autoridades de segurança paulistas em entrevista coletiva hora depois do massacre.

Eles carregavam mochilas com um revolver calibre 38, uma besta - espécie arma medieval que dispara flechas -, um arco com flechas, machadinhas, além de coquetéis molotov e uma mala que carregava um dispositivo com fios, que foi descartado como sendo uma bomba. A dupla de assassinos, de acordo com os relatos das testemunhas, teria saído atirando a esmo, tendo com alvo a cabeça de suas vítimas. Eles teriam ainda tentado entrar em um centro de ensino de idiomas localizado na instituição, mas encontraram a porta fechada e ficaram sem ter para onde fugir. Os jovens teriam visto três policiais entrando no colégio com escudos. "Nenhuma hipótese foi afastada. O que se sabe é que o sargento da força tática estava a dez metros deles. Eles viram os policiais indo de encontro a eles. Aí, escutaram dois disparos. Um, possivelmente, tenha sido eliminado. E esse que eliminou tenha se suicidado", disse o secretário de Segurança de São Paulo, João Camilo Pires de Campos.

O som dos disparos causou desespero entre os alunos da instituição. Muitos conseguiram escapar pulando muros, que chegam a medir três metros de altura. Os vizinhos da escola acudiram os adolescentes que fugiam desesperados. Muitos abriram os portões das casas e os abrigaram até a chegada dos responsáveis. Um vídeo disponibilizado na internet mostra estudantes correndo pelos corredores do colégio em meio aos corpos dos colegas uniformizados. Segundo o Censo Escolar de 2017, a instituição tinha 358 alunos da segunda etapa do fundamental (6º ao 9º ano) e outros 693 estudantes do ensino médio - que frequentam as aulas no turno da manhã. Ao todo a escola tem 105 funcionários.
Segundo informações oficiais, os primeiros policiais chegaram ao colégio oito minutos depois que recebeu o primeiro chamado. Foram acionados seis unidades de resgate dos Corpo de Bombeiros, três do Samu, duas de suporte avançado e dois helicópteros. Além deste contingente, uma equipe do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi deslocada para apurar a situação dos artefatos explosivos. O governador de São Paulo João Doria (PSDB) foi ao local e deu um depoimento sobre a cena do crime. "Estou muito impactado com o que vi nesta escola. É a cena mais triste que vi na minha vida", afirmou.(Com Agências)(Leia mais na pág. 8)


