DEDO DE PROSA: Sinfonias
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de outubro de 2021
Marina Irene Beatriz Polonio
Em meus dias, desfruto de audição espetacular dos mais diferentes e maravilhosos cantos de pássaros que, na maioria das vezes, nem consigo ver ou sequer identificar.
Todavia, não tenho como ignorar tais melodias e usufruo do excelente espetáculo musical que me disponibilizam; ora parada à escuta e, outras, buscando detectar os cantores da vez.
Mesmo sendo apreciadora de seus cantos, não sou expert no assunto que diz respeito à habilidade dos cantares das aves. Contudo, cogito que cantem para chamar a atenção das fêmeas, galantear e acasalar.
Mas já presenciei alguns cantando para chamar a atenção de sua espécie sobre perigos. Tal como o caso de alguns que, sentindo a presença de um casal de gaviões, cantaram desesperados e, a seguir, empreenderam voo em fuga. Só não posso afirmar taxativamente que seja assim.
Essas avezinhas tão pequeninas, são capazes de notáveis e admiráveis cantos e sempre fazem parte dos meus dias, me presenteando com lindas sinfonias de seus repertórios musicais.
De modo que, assim animada e motivada é que começo meus dias ao ouvir seus gorjeios, trinados, trilos, trinos, chilreios, trilados, pipios, regorjeios, garganteios, ou como quer que seja os nomes desses sons e tons musicais emitidos pelas avezinhas.
Diariamente, eles fazem duas “apresentações”: uma que começa ali pela madrugada e outra que é realizada mais ao pôr do sol. Naquela, parecem saudar o dia nascente enquanto que, nesta última, parecem se despedir do sol poente.
Posso afirmar, pela minha prática auditiva diária, que cada pássaro traz no seu repertório musical o canto específico de sua espécie. E que, com seus tão minúsculos gogozinhos são capazes de oferecer vocalizações dos mais belos, delicados e elaborados cantos.
Os responsáveis pelas cantorias que se alternam, aqui no meu campo de visão/audição, são muitos. Mas devo dizer que não conheço muitos dos cantores que me chamam a atenção. Os que conheço são os mais comuns como sabiás, bem-te-vis, rolinhas, pardais, pombinhas, etc.
Sorte a de quem os pode apreciar. Sendo este o meu caso. Tanto e tão agradáveis são as sinfonias do passaredo, a ponto de tornarem meus dias mais felizes.
E, pelo enlevo e contentamento que me causam, posso poetizar que:
"Minha casa tem aves que me causam muitas alegrias e prazer, não me canso de escutá-las, mesmo sem que as possa ver".
Marina Irene Beatriz Polonio é leitora da FOLHA
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