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Folha Rural 5m de leitura Atualizado em 01/10/2021, 11:44

DEDO DE PROSA: Sinfonias

PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de outubro de 2021

Marina Irene Beatriz Polonio
AUTOR autor do artigo

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Imagem ilustrativa da imagem DEDO DE PROSA: Sinfonias
|  Foto: Marco Jacobsen
 

Em meus dias, desfruto de audição espetacular dos mais diferentes e maravilhosos cantos de pássaros que, na maioria das vezes, nem consigo ver ou sequer identificar. 

Todavia, não tenho como ignorar tais melodias e usufruo do excelente espetáculo musical que me disponibilizam; ora parada à escuta e, outras, buscando detectar os cantores da vez.

Mesmo sendo apreciadora de seus cantos, não sou expert no assunto que diz respeito à habilidade dos cantares das aves. Contudo, cogito que cantem para chamar a atenção das fêmeas, galantear e acasalar. 

Mas já presenciei alguns cantando para chamar a atenção de sua espécie sobre perigos. Tal como o caso de alguns que, sentindo a presença de um casal de gaviões, cantaram desesperados e, a seguir, empreenderam voo em fuga. Só não posso afirmar taxativamente que seja assim.

Essas avezinhas tão pequeninas, são capazes de notáveis e admiráveis cantos e sempre fazem parte dos meus dias, me presenteando com lindas sinfonias de seus repertórios musicais. 

De modo que, assim animada e motivada é que começo meus dias ao ouvir seus gorjeios, trinados, trilos, trinos, chilreios, trilados, pipios, regorjeios, garganteios, ou como quer que seja os nomes desses sons e tons musicais emitidos pelas avezinhas. 

Diariamente, eles fazem duas “apresentações”: uma que começa ali pela madrugada e outra que é realizada mais ao pôr do sol. Naquela, parecem saudar o dia nascente enquanto que, nesta última, parecem se despedir do sol poente.

Posso afirmar, pela minha prática auditiva diária, que cada pássaro traz no seu repertório musical o canto específico de sua espécie. E que, com seus tão minúsculos gogozinhos são capazes de oferecer vocalizações dos mais belos, delicados e elaborados cantos. 

Os responsáveis pelas cantorias que se alternam, aqui no meu campo de visão/audição, são muitos. Mas devo dizer que não conheço muitos dos cantores que me chamam a atenção. Os que conheço são os mais comuns como sabiás, bem-te-vis, rolinhas, pardais, pombinhas, etc. 

Sorte a de quem os pode apreciar. Sendo este o meu caso. Tanto e tão agradáveis são as sinfonias do passaredo, a ponto de tornarem meus dias mais felizes.

E, pelo enlevo e contentamento que me causam, posso poetizar que:

"Minha casa tem aves que me causam muitas alegrias e prazer, não me canso de escutá-las, mesmo sem que as possa ver".

Marina Irene Beatriz Polonio  é leitora da FOLHA

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