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Londrina

COZINHA & SABOR

m de leitura Atualizado em 01/07/2022, 00:00

Em tempo de festas caipiras, a moda é a pamonha!

Os meses de junho a agosto são ótimos para a colheita de milho, período ideal também para as receitas de curais e bolos

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de julho de 2022

Felipe Soares Luiz/ Especial para a FOLHA
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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Quer comida mais nacional que a nossa queridíssima pamonha? Ela que dispensa comentários e apresentações, sempre marca presença nas festas juninas em todo o país, recheada de muitos sabores e visuais. Uma comida típica do estado de Minas Gerais, as pamonhas podem ser servidas doces ou salgadas. Além disso, seu principal componente sempre rende muito, seja um bolo, uma torta, servidos com um bom cafézinho, deixam as tarde sempre mais saborosas.

Ainda que seu consumo seja maior em Minas Gerais, a sua origem é indígena. Os índios aqui da América Latina comiam muito milho verde amassado com leite de coco e erva doce. Tanto que a palavra vem do tupi, pamu-ña, traduzido como 'empapado'. Ao longo dos anos, com o crescimento das grandes cidades, manteve-se a tradição da comida típica do Brasil, mas foi sendo adaptada para ter novos gostos além de só o gosto do milho. Tem gente que gosta com queijo e goiabada, outros que preferem as salgadas, requeijão, tem para todos os gostos.

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E nada de receita super elaborada, o requisito principal para essa iguaria é a simplicidade. É claro, dá um bocado de trabalho, requer um pouco de espaço e faz sujeira. E talvez seja por essa razão que as pamonhas tenham dado as caras somente em épocas festivas, como as festas de juninas, julinas e, às vezes, nas agostinas.

Mas a tradição e a qualidade desse nosso prato típico se mantêm graças às famílias que se especializaram nas suas pamonharias. Sempre vale a tentativa em casa, até porque se a pamonha não vem até você, vá você até a pamonha. Aproveita a nossa receita e aprimore os seus dotes culinários. Bom apetite!

PAMONHA

INGREDIENTES

5 espigas de milho com palha, ¼ de xícara (chá) de coco fresco ralado, 1 xícara (chá) de açúcar e 1 pitada de sal.

MODO DE PREPARO

Retire as palhas das espigas, com cuidado para que não rasguem. Leve uma panela grande com bastante água ao fogo alto e deixe ferver. Mergulhe as palhas por 1 minuto e transfira para uma tigela. Dispense a água, encha a panela com uma nova água e volte ao fogo para ferver.

Enquanto a água ferve, prepare as pamonhas: com um ralador médio, dentro de uma tigela grande, rale as espigas de milho. Depois de raladas, raspe cada sabugo com a parte de trás de uma faca. Sobre uma tigela, peneire o milho ralado, espremendo bem o bagaço com a parte de trás de uma colher até tirar todo o líquido. Descarte o bagaço. Junte ao líquido o coco ralado, o açúcar, o sal e misture bem. Vai adquirir consistência de creme.

Para fazer a embalagem da pamonha, deite na bancada duas palhas, uma de frente para outra, com as laterais encaixadas. Unidas, elas devem tomar a forma de um tubo. Use um barbante para amarrar a extremidade de baixo, bem firme. Com uma mão, segure essa parte, deixando a extremidade solta virada para cima. Use um funil para verter o creme.

Feche a pamonha e amarre o topo com um barbante, deixando cerca de 3 cm de espaço entre o recheio e o enlace, para não vazar. Transfira para um prato e repita o processo até acabar todo o creme. Transfira as pamonhas para a panela com água fervente e deixe cozinhar por 30 minutos. Retire com uma escumadeira, e deixe esfriar antes de abrir.

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