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Londrina

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m de leitura Atualizado em 03/06/2022, 00:17

Com clima ameno, a temporada da feijoada chegou

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de junho de 2022

Fábio Luporini/ Especial para a Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Pixabay
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Já começou a temporada de feijoada, né? O friozinho é um indício, muito embora o brasileiro também consuma esse prato típico em dias mais quentes. O importante é não faltar nenhum acompanhamento, desde couve, laranja em fatias, farofa, farinha e torresmo. E, obviamente, ter tudo a que se tem direito: feijão preto, linguiça calabresa, paio, lombo de porco, costela suína, carne seca, pé, rabo, máscara e orelha suínas. De fins de maio até início de agosto, diversos restaurantes e igrejas incluem no cardápio e no calendário essa iguaria brasileira.

Igrejas? Sim! As comunidades preparam grandes panelões de feijoada e vendem em potes, normalmente, para os almoços de domingo. Eu já garanti o meu, em uma dessas promoções. Entretanto, ao que parece, as pessoas também devem preparar o prato em casa: pesquisa do frigorífico Rainha Alimentos projeta aumento de 30% nas vendas de ingredientes típicos, como linguiça calabresa, bacon, costelinha defumada e carnes com pele. Também, pudera! Nesse pós-pandemia, além dos restaurantes esperarem movimento maior e além das igrejas voltarem a preparar a feijoada, as famílias também estão se reunindo mais.

E a feijoada é um prato que não pode faltar de maneira alguma. Em 2021, uma pesquisa do Instituto Ipsos e do Datafolha, encomendada pelo 99 Food, mostrou que os clientes de delivery têm o costume de consumir pratos típicos de cada região. E, em âmbito nacional, a feijoada foi a mais lembrada pelos entrevistados brasileiros, chegando a 13%.

Ou seja, o prato típico que já é regra na mesa do brasileiro, que figura entre os preferidos no cardápio dos restaurantes, que é destaque na programação das igrejas, agora também é queridinho nos apps de delivery. Só no ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo per capita de carne de porco chegou a 17,7 kg, um a mais por habitante em relação ao ano anterior.

Obviamente, eu jamais posso me esquecer da feijoada da comadre Rose, que prepara o prato como ninguém! Vai um fim de semana inteiro para cozinhar tudo e outro para degustar! No caso, a gente acompanha tudo com bons vinhos. O compadre Faustino sempre faz uma seleção que inclui o português Portada e um algum malbec argentino. Dada a natureza pesada da feijoada, é preciso harmonizar com vinhos mais encorpados. Mas, também não pode faltar uma boa cervejinha, um chopp delícia (sugestão do Amadeus) e, quem sabe, umas boas caipirinhas de limão? Aí não tem mais brasilidade que isso!

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A opinião do colunista não reflete, necessariamente, a da Folha de Londrina.

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