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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 18/06/2022, 16:12

UEL visita escolas para divulgar formas de acesso ao ensino superior

Estudantes do ensino médio recebem informações sobre o vestibular e o Sisu, cotas sociais e raciais e também do cursinho especial

PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de junho de 2022

Reportagem local
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Para divulgar as formas de acesso ao ensino superior público, o Prope (Programa de Apoio ao Acesso e Permanência para Formação do Estudante da Universidade Estadual de Londrina) realiza, durante todo o ano, visitas às escolas e aos colégios públicos de Londrina, dos distritos e das cidades vizinhas. O público-alvo é formado por estudantes do ensino médio das 123 instituições do NRE (Núcleo Regional de Educação). 

Giovana Pompeo Marcelino e Matheus da Conceição do Nascimento, do curso de Ciências Sociais, participaram das visitas Giovana Pompeo Marcelino e Matheus da Conceição do Nascimento, do curso de Ciências Sociais, participaram das visitas
Giovana Pompeo Marcelino e Matheus da Conceição do Nascimento, do curso de Ciências Sociais, participaram das visitas |  Foto: Divulgação - Agência UEL
 

Após um hiato de quase dois anos, devido à pandemia de Covid-19, a equipe do Prope voltou às atividades presenciais: de março a maio foram 53 instituições visitadas. A programação segue até 21 de junho. O grupo fala sobre formas de acesso – por Vestibular e Sisu -, vagas remanescentes com uso da nota do Enem, isenção da taxa de inscrição, cotas sociais e raciais, e também sobre o CEPV (Curso Especial Pré-vestibular da UEL).

Matheus da Conceição do Nascimento e Giovana Pompeo Marcelino, estudantes do curso de Ciências Sociais, participam das visitas. Marcelino, que entrou na UEL pelas cotas no Sisu, reconhece a relevância da atividade. “Não é algo que falaram pra mim, eu fui atrás. Hoje a gente pode falar, explicar certinho. Eu gostaria que alguém tivesse falado isso pra mim.” 

Além de poder levar informações sobre a UEL, os estudantes também conheceram a dinâmica das escolas, o que contribui para a formação enquanto cientistas sociais. Outro ponto destacado pelos alunos é a localização dos colégios. Eles relatam que, quanto mais afastados do Centro, as pessoas têm menos informações sobre a Universidade. “No centro elas levantam a mão quando perguntam quem vai fazer o Vestibular da UEL. Nos bairros, muitos nem sabem como fazer para entrar”, afirmam.

 “Os alunos da UEL vêm e trazem a experiência. Eles contam a história de vida e, às vezes, são de escola pública. Isso aproxima nossos alunos da universidade deles. Mostra que não é um sonho distante”, observa  Emilene Mendes Oliveira, pedagoga do Colégio Estadual Benedita Rosa Resende, visitada pela equipe. A pedagoga observa que os alunos esperam o ano todo pela Feira das Profissões da UEL, quando podem ir até o Campus para conhecer a estrutura e ver de perto como os cursos funcionam.

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CONHECENDO O CAMPUS

Alunos do Colégio Estadual Professor Francisco Villanueva, de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), conheceram o campus universitário e, convidados pelo Prope, também tiveram atividades com os estudantes do curso de Ciências Sociais.

Quase 130 alunos foram orientados sobre o acesso à Universidade e as informações ligadas a todo o processo. A professora Sylvia Mota, responsável pelos estudantes do Ensino Médio, conta que atua em conjunto com a UEL há 11 anos, quando iniciou o Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Desde então, as ações são recorrentemente entre a escola e a universidade. “Manter o vínculo é muito importante. Os alunos da escola pública tem certa dificuldade de acesso e é esse vínculo que aproxima”.

Perguntados se conheciam a universidade, apenas três alunos levantaram as mãos. Para a professora Angela Lima, docente da disciplina de Estágio, do departamento de Sociologia, significa que o espaço público, que é direito deles e de todos, não está sendo ocupado.  “O acesso ao ensino superior público é um direito fundamental.”

ATIVIDADES REMOTAS

A vice-coordenadora do Prope, Margarida de Cássia Campos, do Departamento de Geociências (CCE), responsável pela área de acesso ao ensino superior, afirma que, durante o período de atividades remotas, procurou estratégias para divulgar as informações para os alunos.  Agora, existe uma outra variável: “É um desafio pós-pandemia convencer os estudantes de que eles podem vir à universidade.”

Com atividades iniciadas em 2014, o Programa desenvolve um trabalho primordial, segundo Margarida. “Percebemos isso quando estamos na banca de homologação de matrícula e parte deles conta que está ali pelo Prope”, relata.  (Com informações da Agência UEL)

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