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Londrina

Cidades

m de leitura Atualizado em 06/03/2022, 19:43

UEL traz a mulher como tema do Vestibular 2022

Toda a prova foi relacionada à mulher; na redação, candidatos tiveram que construir um texto a partir de uma foto ou sobre capacitismo

PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de março de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gilberto Abelha - UEL
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Os candidatos que fizeram o Vestibular 2022 da UEL (Universidade Estadual de Londrina), na tarde deste domingo (6), "mergulharam" em questões relacionadas à mulher, já que este foi o grande tema gerador de toda a prova. “É um tema muito recorrente, mas importante para que a gente possa realmente refletir sobre. A prova da UEL tem o objetivo de trazer temas atuais, que contribuam para uma conscientização e, concidentemente, estamos às vésperas do Dia Internacional da Mulher”, comenta a coordenadora da Cops (Coordenadoria de Processos Seletivos), Sandra Garcia.  

As mulheres continuam sendo a maioria entre os candidatos do vestibular da UEL. Dados da Proplan (Pró-Reitoria de Planejamento) apontam que neste ano, do total de 22.587 inscritos, 63% são mulheres, com idade entre 19 e 21 anos (46%), que optaram pela vaga Universal (665) e nasceram no Paraná (60%).   

Leia mais: Índice de abstenção no vestibular da UEL é de 30%

REDAÇÃO 

 A prova é composta por 36 questões objetivas de Conhecimentos, 10 de Língua Portuguesa e Literatura e quatro de Língua Estrangeira (inglês, espanhol ou francês), totalizando 50 questões. Os candidatos também tiveram que escolher entre duas opções para a redação. A primeira proposta é uma foto do imigrante, lavrador e fotógrafo Haruo Ohara (1909-1999), em que uma figura feminina caminha em uma estrada de terra. Com base na imagem, os candidatos tiveram que redigir um texto narrativo.  

A segunda proposta é um texto adaptado da Folha de Londrina, escrito pelo jornalista Vitor Ogawa e publicado em setembro de 2021. A partir da matéria que trata sobre capacistimo - expressão que se refere às ações e expressões que inferiorizam as pessoas com deficiência - os candidatos tiveram que escrever um texto dissertativo-argumentativo, que colocasse em discussão a afirmação da pesquisadora em Educação, Martinha Clarete Dutra dos Santos, entrevistada pelo jornalista. A afirmação é “Eu tenho direito a ser igual quando a diferença me inferioriza e tenho direito de ser diferente quanto a igualdade me descaracteriza.” 

CAPACITISMO

“Entendemos que seria importante o aluno ter a oportunidade de falar sobre isso. Além disso, o candidato tem que estar atualizado, buscando informações corretas, em notícias verdadeiras e não somente naquilo que ele tem acesso rapidamente na internet e a prova da UEL sempre traz questões que se referem ao próprio Estado. Nessa reportagem adaptada da Folha de Londrina, a entrevista é londrinense e pesquisadora no tema. E a questão das pessoas com necessidades especiais tem muita lógica pelo momento que estamos vivendo na UEL, que é a reserva de 5% de vagas para pessoas com deficiência”, pontua.  

Imagem ilustrativa da imagem UEL traz a mulher como tema do Vestibular 2022 Imagem ilustrativa da imagem UEL traz a mulher como tema do Vestibular 2022
|  Foto: Gilberto Abelha - UEL
 

Para Sabrina de Oliveira Silva Cunha, 20, a prova foi mais tranquila do que ela esperava. A candidata a uma das 70 vagas no curso de medicina veterinária mora em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) e conta que se preparou nos últimos dois anos, estudando bastante para fazer a prova neste domingo. Ela optou em fazer a redação a partir do texto sobre capacitismo. "Eu pratiquei muito o texto dissertativo e gostei do tema. O texto estava muito bem explicado, o que ajudou muito também para quem não tem familiaridade com o assunto. Eu, particularmente, costumo ler sobre as questões e o preconceito com as pessoas com deficiência. Espero que uma das vagas seja minha", diz. 

VAGAS  

 A UEL oferece 2.509 vagas, mais 616 pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada), totalizando 3.125, em 52 cursos de graduação. Pela primeira vez, a Universidade oferta 5% do total das vagas para pessoas com deficiência, em obediência à Lei Estadual 20.443/2020, que garante o ingresso deste público nas instituições estaduais de educação superior.

Segundo informações da Cops, 86 candidatos se inscreveram pelo sistema de cotas para deficientes. “Nós aplicamos esse projeto como reinvindicação histórica e faz parte do próprio modelo da UEL, que tem como princípio ser uma universidade inclusiva. Fomos a primeira universidade pública do Paraná a adotar cotas raciais e sociais”, comentou o reitor. 

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