Sema aplica multas de R$ 7 milhões por despejo irregular de esgoto em Londrina
Condomínio da zona sul de Londrina e empresa que executou empreendimento na zona norte são apontados como responsáveis pela secretaria
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
Condomínio da zona sul de Londrina e empresa que executou empreendimento na zona norte são apontados como responsáveis pela secretaria

A Sema (Secretaria Municipal do Ambiente) de Londrina encaminhou as multas aos responsáveis pelos despejos irregulares de esgoto nos lagos Igapó (zona sul) e Cabrinha (zona norte).
“Encaminhamos as multas, com Aviso de Recebimento (AR), tanto para o condomínio localizado na rua Caracas, região sul, responsável pelo despejo irregular no Lago Igapó, quanto para a empresa que executou as obras do empreendimento na zona norte que culminou no despejo irregular no Lago Cabrinha”, informou o secretário Gilmar Domingues. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela secretaria.
Segundo ele, para o condomínio na rua Caracas a multa é no valor de R$ 4,8 milhões, aproximadamente. Já para a empresa responsável pela execução das obras do condomínio da zona norte a multa corresponde a R$ 2,2 milhões.
“A multa aplicada ao condomínio responsável pelo despejo no Lago Igapó foi maior porque ficou comprovado que o local sofreu danos ambientais mais graves. Foram identificadas cianobactérias, confirmadas por laudo técnico da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), além de alterações nos níveis de nitrogênio, fósforo e oxigênio dissolvido na água. Esses indicadores técnicos justificaram uma penalidade mais elevada em comparação com o Lago Norte, onde não foram encontradas cianobactérias”, explicou.
Poço artesiano
Segundo o secretário, está agendada para esta quarta (12) a assinatura do auto de infração contra a empresa responsável pela perfuração de um poço artesiano dentro do condomínio da rua Caracas, no valor de R$ 40 mil. De acordo com Domingues, a empresa apresentou a contratação de uma caçamba para a retirada do material, mas o volume informado era insuficiente para o transporte de todos os resíduos, e não houve comprovação da destinação final adequada.
“Além disso, não foi instalada barreira de contenção, o que fez com que parte do material resultante da perfuração chegasse ao Lago Igapó. Amostras foram coletadas tanto na margem do lago quanto na caçamba utilizada, para serem encaminhadas a laboratório caso haja contestação do auto”, informou Pereira.
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Prazo para recurso
O secretário informou que os autuados têm um prazo de 20 dias para apresentar recurso, caso queiram contestar a autuação ou denunciar os nomes dos possíveis responsáveis. “A Prefeitura tem recebido diversas reclamações sobre a autuação do condomínio localizado na rua Caracas, mas dentro do prazo legal os envolvidos poderão informar o nome da empresa ou da pessoa que possa ter realizado a ligação irregular”, afirmou.
Domingues contou ainda que, no início da semana, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foi notificada por causa de extravasões registradas em pontos próximos ao Parque Arthur Thomas, na área sul da cidade. A empresa deverá apresentar explicações sobre os motivos dessas ocorrências, informando se há problemas na rede, refluxo, fratura na tubulação ou até mesmo algum entupimento criminoso.
Fiscalizações continuam
Por fim, o secretário destacou que as fiscalizações continuam e que outros casos já foram detectados, os quais serão divulgados em breve. Ele reforçou que a Sema está atuando de forma intensa para coibir lançamentos clandestinos de esgoto e o descarte irregular de resíduos sólidos.
(Com informações do N.Com)


Da Redação
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