OPINIÃO DO LEITOR - O estádio dos meus sonhos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Caio Martin Swenson 
No sábado, dia 21 de agosto, esse querido jornal trouxe na capa uma foto que me deu saudades. A reportagem era sobre os 45 anos do Estádio Municipal Jacy Scaff, mais conhecido como nosso bom e velho Estádio do Café, com suas arquibancadas azuis e vermelhas que simbolizam ao mesmo tempo as cores e o time da cidade.
Na matéria de Vitor Ogawa figurou o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Marcelo Oguido, comentando sobre possíveis reformas no estádio, como mudanças no gramado, instalação da cabine do VAR (extremamente necessária nos jogos horrendos da Série B) e melhora na iluminação (essa última nem seria necessária, pois não há nada de bom para se ver nos últimos jogos do Tubarão). Porém um assunto que ronda minha mente toda vez que se menciona o nosso estádio veio explicada de uma forma sucinta e conclusiva: uma mudança radical na estrutura não será realizada tão cedo.
Esse posicionamento é totalmente compreensível analisando os custos que isso acarretaria ao município e a pouca demanda, especialmente nesse momento sem público nos estádios (algo que o LEC parece ter antecipado a pandemia). Porém, como um mero torcedor alviceleste, me permito fantasiar sobre reformas drásticas no Cafezão, talvez cumprindo o projeto original (vide a reportagem citada), ou até uma reforma geral no VGD para abrigar os jogos do Londrina, assunto tão polêmico entre os torcedores. Em noites em que o sono não vêm, coloco-me a pesquisar estádios modernos de estilo inglês que poderiam servir de inspiração para o estádio central ou até mesmo desenho como eu imagino o Café ou o VGD reformados.
Leia e assista: Especial Transmídia - Café 45 anos
A resposta a um questionamento tão caro para mim despertou duas reações. A primeira, de lamentação, por como dito, a tempos sonho com um estádio moderno, confortável, que chame mais a presença do torcedor e que propicie uma melhor vista do jogo em si. A primeira coisa que eu faria seria me livrar da pista de atletismo que torna a prática de assistir futebol semelhante à observação de pássaros. Porém contenho o aficionado por futebol em mim e reconheço a importância das outras modalidades em um estádio que é público e deve servir a toda a população.
A segunda reação, com certa estranheza, é a de alívio. Veja meus caros conterrâneos, é óbvio que uma reforma do Café não seria ruim, eu mesmo, como disse, sonho com isso por anos. Porém, toda escolha vem com perdas. O Estádio do Café é um estádio majestoso, sublime e tradicional, que mora no inconsciente coletivo de todos os londrinenses. Sua forma de ferradura parece uma arena de gladiadores, um anfiteatro grego, e nos traz esse sentimento de colosso, de estar presente em uma obra gigantesca e, de certa forma, se sentir em consonância com ela. A parte do anel que é aberta, e deveria ser fechada no projeto original, nos propicia uma visão panorâmica da nossa linda cidade, como se o Café observasse-a e vice-versa. Em jogos que o Tubarão estava sendo massacrado, eu, presente no jogo, olhava para a cidade no horizonte e pegava-me dizendo aos adversários em minha mente: “Pelo menos nós temos Londrina”.
Caio Martin Swenson (estudante universitário e estagiário na Justiça Federal) Londrina
Correção:
Ao contrário do que a FOLHA informou na edição desta segunda-feira (30), são sete e não oito deputados paranaenses na lista do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como "Cabeças do Congresso". A reportagem na edição impressa não incluiu o nome do deputado federal Rubens Bueno (Cidadania), que completa a lista ao lado dos deputados Ênio Verri (PT), Glesi Hoffmann (PT), Gustavo Fruet (PDT), Luísa Canziani (PTB) e Ricardo Barros (PP) e do senador Alvaro Dias (Podemos), que estão entre os 100 mais influentes do Congresso. Já os deputados federais Pedro Lupion (DEM) e Sergio Souza (MDB), completam a lista como parlamentares em 'ascensão' no cenário nacional como protagonistas nas discussões políticas dos rumos do país, segundo o levantamento.
A opinião do autor não reflete, necessariamente, a opinião da FOLHA.
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