O estudo socioeconômico do feijão realizado pela Embrapa Arroz e Feijão aponta uma rentabilidade de 40% a 70% maior em lavouras com incidência de mosaico-dourado. A diminuição do número de aplicações é significativa, mas não será zerada porque a mosca branca também é transmissora do Carlavirus, outra doença transmitida por ela e que a tecnologia transgênica acaba não combatendo com total eficiência.

Entretanto, o pesquisador da instituição, Thiago Livio, explica que com a cultivar e outros manejos integrados, como respeito ao vazio sanitário, monitoramento da presença da mosca, entre outros, é possível reduzir a aplicação de inseticidas em mais de 50%. “O mosaico-dourado era o inimigo número 1 e nem se via os sintomas de outros vírus. Ele suplantava outras doenças. Não existe bala de prata, uma cultivar que resolva todas as situações.”

Livio explica que foi encontrado resistência nativa ao Carlavirus no próprio feijão, por isso ao longo do tempo é possível criar variedades com outros níveis de resistência à doença, que apesar de ser menos agressiva, também tem impacto importante nas lavouras. “Outras doenças vão surgir e monitoramento tem que continuar lançando mão de outras estratégias.”

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