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Londrina

Saúde

m de leitura Atualizado em 10/07/2022, 07:07

Ampliação da 3ª dose em Londrina reduziu ocupação de leitos em UTI

Assunto é tema de estudo de pesquisadora da UEL, em parceria com secretaria municipal e outras instituições

PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de julho de 2022

Micaela Orikasa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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A ampliação da terceira dose da vacina contra Covid-19 na população acima de 18 anos, a partir de janeiro deste ano, foi um dos objetos de estudos da professora Mariana Urbano, do Departamento de Estatística, da UEL (Universidade Estadual de Londrina), em parceria com a secretaria municipal de Saúde, outros pesquisadores da UEL, UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e da Albert Einstein School of Medicine, dos Estados Unidos. 

Imagem ilustrativa da imagem Ampliação da 3ª dose em Londrina reduziu ocupação de leitos em UTI Imagem ilustrativa da imagem Ampliação da 3ª dose em Londrina reduziu ocupação de leitos em UTI
|  Foto: Geraldo Bubniak - AEN
 

De acordo com a pesquisadora, essa ampliação reduziu comprovadamente a ocupação global de leitos em UTIs e enfermarias. “A média móvel mais elevada de casos ocorreu no mês de fevereiro deste ano: 1.079 casos. Porém, o pico de internações neste ano, em janeiro, foi com a ocupação de 26 leitos de UTI. No ano passado, a maior média móvel e também o pico de ocupação nas UTIs foram ambos em junho: 406 casos e uma média de 157 leitos ocupados”, explica. Ou seja, a média móvel mais do que dobrou, enquanto a ocupação de leitos caiu oito vezes. 

Como era esperado pela comunidade médica e científica, a ampliação geral da vacinação reduz comprovadamente os níveis gerais de internações, complicações e mortes por Covid-19. Em junho de 2021, 50,59% da população alvo (maior de 18 anos) haviam sido imunizados com a primeira dose, enquanto somente 19,26% tinham tomado a segunda. 

Em janeiro, com a necessidade do retorno das aulas na rede básica e a ampliação da vacinação para crianças maiores de 5 anos e a manutenção do ritmo vacinal, a cobertura da primeira dose ampliou-se para 83,47% da população, com a segunda dose aplicada em 79,35% da população alvo. “O aumento da cobertura também contribuiu para a redução geral dos índices de complicações e mortes”, avaliou a pesquisadora. 

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MENOS MORTES

O estudo é pioneiro na área e mostra também a redução vertiginosa no número de mortes pela doença, com a entrada de mais faixas etárias na vacinação, apesar de a quantidade de casos ter aumentado de forma considerável. O artigo científico feito por Mariana e equipe saiu recentemente, em maio, no American Journal of Infection Control, e avaliou os dados referentes ao período de janeiro a outubro de 2021, quando a cobertura vacinal ainda não incluía a 3º dose para todos os adultos. 

Os dados atestam que 75% das mortes por Covid-19 registradas em Londrina nos meses de janeiro a outubro de 2021 foram de pessoas não vacinadas: dos 1.687 óbitos provocados por Covid-19, 1.269 foram de indivíduos não vacinados. Os idosos não vacinados, um dos públicos mais vulneráveis à doença, morreram três vezes mais do que os imunizados.

Entre os não vacinados e menores de 60 anos, o número de mortes foi 83 vezes maior. O estudo também corrobora iniciativas globais que apontam que, a cada 10% de aumento de cobertura vacinal completa a toda a população, há uma redução de 7,6% nos índices de mortes pela doença. (Com Agência UEL) 

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