Tom emotivo marca o último horário eleitoral da campanha
Na despedida ao eleitor na TV, Requião Filho, Sandro Alex e Sergio Moro deixaram críticas de lado para pedir voto aos eleitores
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quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Na despedida ao eleitor na TV, Requião Filho, Sandro Alex e Sergio Moro deixaram críticas de lado para pedir voto aos eleitores

Curitiba - Os três principais candidatos ao governo do Paraná, Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Requião Filho (PDT) deixaram os ataques de lado no último dia de propaganda no horário eleitoral gratuito, nesta quarta-feira (30). O horário eleitoral termina oficialmente nesta quinta-feira (1º) em todo o país, com propagandas de candidatos a presidente e deputados federais.
O apelo à emoção foi a tônica do programa de Sandro Alex, apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD). O horário do candidato trouxe um depoimento de Carlos Roberto Massa, o apresentador Ratinho do SBT, pai do governador. Ratinho chora ao dizer que Ratinho Junior foi eleito governador 20 anos depois de optar pela carreira política, em 2002.
“Falei para ele ‘filho, seja honesto e nunca esqueça de onde você veio’. Ele era um menininho, começando a caminhada. Vinte anos depois, aquele menino vira governador do Paraná”, diz Ratinho corando. “Imagina o orgulho que eu estou. Está chegando o fim de um ciclo. O Sandro Alex sempre esteve ao lado do Juninho. Eu gostaria que tudo aqui que foi construído não se perdesse. E essa pessoa escolhida pelo Juninho foi o Sandro Alex, que vai continuar levando o Paraná para a frente.”
A propaganda de Sergio Moro deixou de lado os tradicionais ataques e críticas ao PT e focou em imagens das Cataratas do Iguaçu e do Palácio Iguaçu. “Estamos na reta final da campanha e vamos fechar com chave de ouro, em Piraquara, na nascente do Rio Iguaçu”, disse o candidato. O programa ainda mostrou eleitores declarando voto em Moro e imagens do candidato em campanha. No fim, o presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, pede votos para Moro ser eleito no primeiro turno.
Requião Filho não apareceu no último dia. A propaganda afirmou que o Paraná tem “economia forte, povo trabalhador, empreendedor, um Paraná que cresce ano após ano”. “Mas quando a gente olha pra dentro de casa, tudo isso fica meio desbotado, não é mesmo?”, questiona a apresentadora. “É confuso ver o Paraná tão rico e ao mesmo tempo tantas famílias apertadas. O dinheiro que acaba antes do fim do mês, a conta de água, a conta de luz, que pesam demais.” A propaganda voltou a apostar nas principais bandeiras da campanha: redução do ICMS para pequenas empresas, redução nas tarifas de energia e valorização de servidores públicos.
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SENADO
Na última propaganda dos candidatos ao Senado, Alexandre Curi (Republicanos) voltou a afirmar que pretende fazer “Brasília trabalhar pelo Paraná”. Ele ainda mostrou apoios do governador Ratinho Júnior e do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), vice na chapa de Sandro Alex.
O programa mais agressivo foi de Cristina Graeml, que classificou a esquerda como “apoiadora do aborto”. O horário teve um direito de resposta da candidata Gleisi Hoffmann (PT), chamada de “ficha suja” por Cristina Graeml em outros programas. Gleisi disse que é ficha limpa, pois duas denúncias contra ela foram consideradas improcedentes pela Justiça.
Filipe Barros (PL) voltou a fazer “dobradinha” com Deltan Dallagnol (Novo), que teve a campanha suspensa pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo Barros, Deltan “enfrentou o PCC e colocou a vida em risco”. Em sua carreira como procurador do MPF (Ministério Público Federal), entretanto, Dallagnol nunca esteve envolvido em investigações sobre o grupo Criminoso Primeiro Comando da Capital.
Os dois candidatos do PT ao Senado, Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, dividiram o programa. “Infelizmente, essa campanha foi marcada por ataques a mim e às mulheres. Um espaço de violência, medo e mentira. Agridem para esconder seus verdadeiros interesses, mexer na sua aposentadoria e acabar com o Farmácia Popular”, afirmou Gleisi. Dr. Rosinha afirmou ainda que a direita quer “entregar nossas riquezas para o Trump”, entre elas a Petrobras, e acabar com o Pix.


José Marcos Lopes
Repórter colaborador baseado em Curitiba, com foco em política estadual.





