STF nega recurso da Alep e mantém suspensa votação de cassação do deputado Renato Freitas
A exemplo do TJ-PR e do STJ, o ministro do Supremo Edson Fachin também rejeitou pedido da Assembleia Legislativa
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sexta-feira, 03 de julho de 2026
A exemplo do TJ-PR e do STJ, o ministro do Supremo Edson Fachin também rejeitou pedido da Assembleia Legislativa

Curitiba - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o recurso protocolado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que tentava derrubar a liminar judicial e restabelecer a sessão em plenário para votar a cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). A decisão monocrática mantém blindada a cadeira do parlamentar até que o mérito das supostas irregularidades processuais seja analisado definitivamente pela Justiça paranaense.
A Mesa Diretora da Alep confirmou que foi notificada e informou que pretende recorrer ao órgão colegiado do STF para que os demais ministros da Corte revisem a determinação de Fachin.
A tentativa da Assembleia de acelerar o julgamento político já havia sofrido um revés recente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o ministro Herman Benjamin também rejeitou as investidas da procuradoria da Casa.
A tramitação do processo ético-disciplinar na Alep foi congelada originalmente por uma liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). O entendimento do Judiciário baseia-se no risco de "dano irreparável" ao mandato de Freitas em pleno ano eleitoral, uma vez que o deputado é pré-candidato a deputado federal, além de potenciais vícios de rito que teriam cerceado o amplo direito de defesa do parlamentar durante as sessões do Conselho de Ética.
ENTENDA
O pedido de perda de mandato decorre de um episódio ocorrido em novembro de 2025, no centro de Curitiba, envolvendo uma briga física entre o deputado e um manobrista. Embora o Conselho de Ética e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep tenham aprovado o parecer pela cassação por quebra de decoro parlamentar, a votação final — que exige o apoio de pelo menos 28 dos 54 deputados estaduais — segue travada pela barreira jurídica.
Paralelamente ao processo de cassação suspenso, a CCJ da Alep deliberou nesta semana a manutenção de uma punição administrativa contra Renato Freitas: a suspensão de suas prerrogativas regimentais por 30 dias, referente a outros dois processos disciplinares de menor gravidade. No entanto, em relação à destituição definitiva do cargo, o revés no STF impõe um ritmo de espera que frustra os planos da ala governista e da cúpula da Assembleia.


Da Redação
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