A Secretaria Municipal de Defesa Social de Londrina notificou e abriu um procedimento para multar o restaurante responsável pelo fornecimento de marmitas aos guardas municipais que participam do curso de formação. A FOLHA teve acesso a um pedido de providências assinado por um GM (Guarda Municipal), segundo o qual foram encontrados cabelos nas refeições, além de outros problemas.

A sexta turma está em atividade no Centro de Formação da Guarda Municipal há cerca de dois meses e reúne profissionais de Londrina, Mandaguari (Noroeste) e Assaí (Região Metropolitana de Londrina). O curso abrange 787 horas de capacitação presencial e outras 290 horas de atividades a distância. Durante as aulas, são fornecidas refeições aos participantes.

O pedido de providências foi protocolado na última sexta-feira (24). O documento registra a presença de cabelos nas marmitas nos dias 21 e 24 de julho, além de uma refeição com “odor azedo” no dia 22. O relato também menciona o “comprometimento das condições higiênico-sanitárias esperadas para alimentos destinados ao consumo”.

A FOLHA confirmou que um novo problema foi registrado nesta segunda-feira (27), também pela presença de cabelo em uma das refeições.

A ata de registro de preços para o fornecimento das refeições foi assinada em dezembro de 2025 e tem validade até o fim de 2026. O valor máximo previsto para as contratações durante o período é de R$ 271 mil.

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'Procedimento de desconformidade'

Em nota encaminhada à reportagem, a Secretaria de Defesa Social afirmou que não procede a informação de que as marmitas estariam “azedas”, embora o pedido de providências mencione que uma das refeições apresentava “odor azedo”. Segundo a pasta, em um dos episódios, um aluno, “ao abrir a refeição, identificou um fio de cabelo acondicionado junto ao alimento”.

“Anteriormente a esse episódio, o setor responsável já havia apontado pequenas falhas pontuais de preparo, como tempero inadequado e fritura insuficiente, as quais foram devidamente anotadas para acompanhamento da execução contratual”, afirmou a Defesa Social.

A secretaria informou ainda que abriu um “procedimento de desconformidade” para a aplicação de multa à fornecedora. A administração municipal também avalia a possibilidade de convocar a empresa que ficou em segundo lugar no processo de contratação.

“Reiteramos que a instituição não pactua com falhas na prestação de serviços e que todas as medidas legais para resguardar a qualidade do atendimento e a higidez dos alimentos já foram formalizadas”, concluiu a Defesa Social.

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