Idosos em Londrina mostram disposição e compromisso com a democracia
Dayzo Ueda, 92, faz questão de exercer o direito ao voto; Cleonice Pepice, 72, é mesária voluntária há décadas
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domingo, 25 de outubro de 2026
Dayzo Ueda, 92, faz questão de exercer o direito ao voto; Cleonice Pepice, 72, é mesária voluntária há décadas

Longevidade, sabedoria e ânimo também se manifestam nas urnas de Londrina neste domingo (25), quando eleitores votam no segundo turno para presidente da República. Idosos com mais de 70 anos fizeram questão de participar do pleito, tanto para votar como para trabalhar voluntariamente. No Brasil, o voto é facultativo para pessoas analfabetas, jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70 anos.
Na Escola Municipal Municipal João XXII, na Vila industrial (Zona Oeste), o aposentador Dayzo Ueda, 92, recebeu muitos olhares e elogios por sua disposição e lucidez perante à decisão de votar,
Sereno e altivo, contou com o apoio do filho e da nora para o seu deslocamento e considera a oportunidade de escolha um direito conquistado e também um dever. Ueda recorda os tempos em que o voto era feito por meio de cédula de papel e reconhece que a evolução e configuração atual das urnas representam uma mudança relevante em todo o processo eleitoral.
Sem qualquer dificuldade para depositar sua confiança, vota com independência, liberdade e considera que é um ato de grande importância. "Uma responsabilidade de todos", resume.
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Voluntária há décadas
Já no Colégio Tiradentes, na Vila Recreio, Região Central, a também aposentada Cleonice Pepice, 72, dedica o domingo a atuar como voluntária, prática que adota há décadas. "Eu não sei ao certo quanto tempo, mas estou aqui no bairro há mais de 30 anos e a única eleição em que deixei de trabalhar foi a da época da pandemia de Covid (que aconteceu entre 2020 e 2023)", expõe.
A satisfação de contribuir para a realização das eleições é um combustível para Pepice, que não imagina ficar de fora da função. Em entrevista à Folha, durante um breve intervalo, a mesária relatou sua alegria na atividade. "Eu sou muito feliz, estou sempre de bem com a vida, acredito que cara amarrada não faz bem, então acredito que isso faz bem para todos e o ambiente de trabalho", reflete. Enquanto ela respondia às perguntas da reportagem, Pepice era cumprimentada por todos que passavam.

Pepice lembra quando foi convidada, pela primeira vez, para atuar em uma eleição. "Tive receio, porque sabia que era uma grande responsabilidade e que não poderia falhar", conta ela, que está ciente das obrigações. "Eu me sinto honrada de trabalhar nas eleições porque é algo muito importante para o País, um dia de decisão e enquanto eu estiver bem, quero contribuir para este ato democrático".
A voluntária destaca que os jovens também enriquecem o grupo de trabalho. "Um trabalho feito com organização e respeito depende de todos e, por mais experiência que temos, sempre há algo novo aprender e fico muito contente que os jovens também se interessem por este trabalho voluntário e tão sério", detalha. "Apesar de algumas pessoas julgarem que os servidores trabalham para ter folga, acredito que isso não é o atrativo principal para a maioria, mas sim participar, formar o grupo de trabalho e ser útil para a população", acrescenta.


Walkiria Vieira
Jornalista




