Londrina volta às urnas para decidir entre Flávio e Lula
Eleitores começaram a votar cedo neste domingo (25), no segundo turno das Eleições 2026
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domingo, 25 de outubro de 2026
Eleitores começaram a votar cedo neste domingo (25), no segundo turno das Eleições 2026

Neste domingo (25), segundo turno das Eleições Gerais 2026, os londrinenses aproveitaram a trégua dada pela chuva e foram cedo votar. No Colégio Estadual Vicente Rijo, área central da cidade, antes mesmo dos portões abrirem havia fila de eleitores e eleitoras esperando para entrar.
Os brasileiros definem neste domingo quem irá comandar o país a partir de 2027. São 158,7 milhões de pessoas aptas a participar do segundo turno, disputado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT).
Em Londrina, segundo maior colégio eleitoral do Paraná, são quase 394 mil eleitores aptos a votar. A votação será realizada das 8h às 17h.

Com 5.871 eleitores, o Colégio Estadual Vicente Rijo está entre os maiores locais de votação de Londrina. Muitos eleitores chegaram cedo para exercer o direito ao voto, como é o caso do professor de história Naji Nabut, 28, que iria retornar rapidamente para casa para pegar o carro e enfrentar uma viagem de mais de seis horas até a capital paulista para que a esposa também possa votar. “Vai ser um bate-volta porque a gente tem que trabalhar amanhã cedo”, afirma.

“Na nossa opinião, essa votação é uma das mais importantes dos últimos anos, das últimas décadas, porque a gente vê uma diferença de projetos: um projeto democrático e outro autoritário”, opina o professor, citando que a principal preocupação é em relação aos futuros filhos e a soberania do país. “É por isso que a gente está fazendo esse esforço para cumprir o nosso dever cívico”, reforça.
Nabut também disse à reportagem que está comemorando o aniversário de 28 anos neste domingo e que está ansioso pelo resultado, que espera ser o melhor para o país. Após a apuração dos votos, ele espera receber um ‘presentão’ de aniversário.
A técnica de enfermagem Nilza Amorim Marques, 62, e o aposentado Valtair Marques, 61, são casados e foram juntos até o colégio para garantir a participação no segundo turno das eleições. Dali, ele iria levar a esposa até o trabalho, no Hospital Universitário de Londrina. “Já viemos o mais cedo possível para não perder tanto tempo”, aponta a técnica, que entra às 7h no trabalho em dias habituais. O casal chegou às 7h30 no local de votação para aguardar a abertura das seções.
“Hoje é um dia muito importante para a democracia, por tudo o que está acontecendo no nosso país e no mundo. A gente tem que ser cívico, a gente tem que fazer a nossa parte para um Brasil melhor, seja qual for o resultado final”, afirma Valtair Marques. “Há uma grande expectativa de melhorias”, garante Nilza Amorim Marques, que espera que o presidente eleito ajude o país a crescer. “Eu estou ansiosa. Eu falei para o Valtair que agora estava ficando ansiosa, mas que vença o melhor e que faça o melhor para o nosso país”, complementa a técnica de enfermagem.

Ileize Fiorelli, 59, é professora aposentada de sociologia e com o guarda-chuva em mãos foi logo cedo ao Colégio Estadual Vicente Rijo para votar neste segundo turno, já que ainda tem muita coisa para fazer durante o domingo, como cuidar do neto. Outra obrigação é levar a mãe, de 80 anos, e algumas amigas da matriarca que desejam votar. “Eu só estou esperando ela se arrumar”, conta.

Para ela, exercer o direito ao voto é fundamental, o que ela faz com convicção desde 1989, na primeira eleição democrática após mais de duas décadas de ditadura militar. “Eu espero que a democracia vença e que a gente não caia no abismo que nós estamos prestes a cair caso um determinado candidato vença. Eu tenho esperança de que a democracia vença, os direitos sociais, a Constituição de 1988, que ainda é moderna, preza pelo bem-estar social. Ela não pode ser destruída agora”, afirma a professora aposentada.
Ela também entende a eleição deste domingo como uma das mais importantes para o Brasil, para a América Latina e para o mundo. “A gente tem em questão as florestas, a Amazônia, a fauna e a flora. Isso está colocado nos dois planos de governo: um que quer a destruição e outro que ainda defende e pode defender um pouco mais a preservação da vida”, avalia Fiorelli.

O aposentado Orivaldo Bazoni, 69, também garantiu logo cedo seu voto para fugir da chuva de ‘todo dia’. Na seção em que vota, ele conta que a fila era composta por oito pessoas, mas foi tudo muito rápido e em menos de dez minutos já saiu com o comprovante de votação em mãos.
“A gente está esperando que tenha mudança mesmo, não é só conversa não, a gente quer mudança”, afirma, aconselhando que as pessoas devem votar pensando no que é melhor para o povo brasileiro.
Lar São Vicente de Paulo
A reportagem também foi até o Lar São Vicente de Paulo, na zona sul de Londrina, local de votação de 1.053 eleitores e que conta com apenas três seções. O movimento no lar, que fica na Avenida Madre Leônia Milito, era bastante tranquilo e calmo, sem filas e nem transtornos para votar. O aposentado Gil de Matos Cardoso, 84, foi acompanhado do guarda-chuva, já que estava com medo de que a chuvarada no primeiro turno se repetisse.

Cardoso conta que nasceu e viveu por muitos anos em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, mas quando se mudou para Londrina já aproveitou para transferir o título eleitoral para o novo município, já que faz questão de votar, mesmo com a não obrigatoriedade do voto por conta da idade. “A gente está cansado já, então a gente quer mudança”, afirma.

A estudante de arquitetura Maria Luisa Biagi Bertoluci, 24, afirma que o movimento no Lar Santo Antônio de Paulo é sempre muito tranquilo, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em menos de dois minutos ela já conseguiu garantir o voto. “Votar é muito importante, principalmente para nós que somos mais jovens porque é o futuro do Brasil e das nossas famílias. Eu vim de uma família que traz essa importância do voto”, garante a jovem.
Para ela, é fundamental que todos conheçam as propostas dos candidatos e entendam sobre o assunto, já que isso permite com que as pessoas votem com consciência e não por influência de outras pessoas. “Cada um tem que ser a sua opinião e ver o que é melhor e o que você concorda mais porque é o nosso futuro”, aconselha. Ela admite estar ansiosa para o resultado, mas o desejo é que Deus continue abençoando o país e que o presidente eleito faça o melhor para o Brasil.
Governe para o povo
O encarregado de serviços gerais Fabrício Bomfim Fonseca, 31, é responsável pela zona eleitoral no Lar Santo Antônio de Paulo e, por isso, foi um dos primeiros a votar no local. “O movimento aqui é bem sossegado, mas eu acredito que mais perto do horário do almoço vai dar mais movimento, como foi no primeiro turno”, relata.
Apesar de não se considerar um especialista em política e respeitar todas as diferentes opiniões, ele acredita que esse é um momento importante para a nação brasileira e o desejo é de que o presidente governe para o povo e não em benefício próprio. Sobre o direito de exercer o voto, ele afirma ser algo muito importante por representar a liberdade de escolher os representantes.
(atualizado à 12h22)


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


