Greca rejeita ser vice e diz esperar gratidão de Ratinho Jr e Pimentel
Em visita a Londrina nesta semana, o pré-candidato ao governo do Paraná pelo MDB descartou a possibilidade de compor chapa com Sandro Alex
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sábado, 27 de junho de 2026
Em visita a Londrina nesta semana, o pré-candidato ao governo do Paraná pelo MDB descartou a possibilidade de compor chapa com Sandro Alex

Em visita a Londrina nesta semana, o ex-prefeito de Curitiba, ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Sustentável e pré-candidato ao governo do Paraná Rafael Greca (MDB) refutou a possibilidade de sair candidato a vice-governador, queixou-se da forma como a imprensa divulga os resultados das pesquisas de intenção de voto e cobrou gratidão do atual governador, Ratinho Junior (PSD), e do atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD).
Greca veio ao Norte do Estado para apresentar uma palestra a membros e convidados do Fórum Desenvolve Londrina, uma plateia formada por lideranças políticas, empresariais e acadêmicas locais. O tema eram os parques e áreas verdes londrinenses, objetos de estudo do Fórum ao longo deste ano. Mas o pré-candidato aproveitou a ocasião para expor suas propostas de governo, estreitar relações com formadores de opinião e ouvir as reivindicações da sociedade para o futuro governador. Ao final da palestra, Greca classificou o encontro como um “ateliê de ideias”.
Conhecido por sua oratória rebuscada e largas demonstrações de sua erudição, Greca não deixou passar a oportunidade de alfinetar o senador, também pré-candidato ao Executivo estadual e líder nas pesquisas de intenção de voto, Sergio Moro (PL). Ao falar sobre a necessidade de se olhar para todas as regiões do Paraná, o ex-prefeito de Curitiba citou o porto e aproveitou para relembrar o episódio recente no qual o pré-candidato do PL, durante uma entrevista, confundiu o termo parnanguara, usado para denominar pessoas nascidas em Paranaguá, com o nome de um povo indígena. “Nós vamos contar para o Moro o que é Paranaguá porque no outro dia ele fez um meme horroroso dizendo que não sabe o que é parnanguara. Se ele não sabe, deixa que eu ensino.”
Nas sondagens feitas até agora, Moro lidera a corrida sucessória no Paraná em todos os cenários. Na mais recente pesquisa realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgada no início de junho, o senador aparece em primeiro lugar na estimulada, com 42,3% das intenções de voto, bem à frente do segundo colocado, o deputado estadual Requião Filho (PDT), com 19,9%. Rafael Greca ocupa a terceira posição, com 13,9%, tecnicamente empatado com o candidato governista, Sandro Alex (PSD), que teve 10,7% e ficou em quarto lugar.
Um dado relacionado a Greca na mesma pesquisa e que chama a atenção é o índice de rejeição associado ao seu nome, de 13,2%, o mesmo percentual das intenções de voto. Ao ser questionado sobre como pretende reverter esse resultado, o emedebista se exaltou e atacou a imprensa. “A minha rejeição é a menor do mundo e é a menor de todos os meus concorrentes. Isso é um indicador de que eu vou pontuar muito forte adiante. Quando jornalistas e jornais da qualidade da Folha de Londrina aprenderem a dizer antes de noticiar uma pesquisa, o número de pessoas que estão indecisas, que devia sair na manchete com 66% de indecisos, quando 100% das pessoas estiverem decididas, se eu estiver ainda com 13%, daí eu não sou mais candidato.”
Ao contrário do que Greca disse, o menor índice de rejeição na corrida pré-eleitoral não é o dele. Na pesquisa estimulada, no cenário no qual ele figura como candidato, os índices de rejeição de Tony Garcia (DC), Sandro Alex e Luiz França (Missão) são mais baixos: 11,3%, 9,1% e 7,9%, respectivamente. Requião Filho tem o maior índice de rejeição, com 35,0%, seguido por Sergio Moro, com 23,6%. E neste cenário, os eleitores que ainda não sabem em quem irão votar representam 12,7%.
A parcela de 66,0% de indecisos citada por Greca é resultado da pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam as opções de candidatos. Nessa situação, Greca tem 1,6% das intenções de voto e cai para o quinto lugar na preferência dos eleitores. Sergio Moro se mantém na liderança, com 16,1%, seguido por Requião Filho (4,8%), pelo governador Ratinho Junior (3,3%), que não pode ser candidato porque já está no segundo mandato consecutivo, e por Sandro Alex (2,1%).
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"NÃO VOU SER VICE"
Greca também voltou a afirmar que não aceitará sair como vice em nenhuma chapa ao governo do Estado. Nesta semana, ele foi sondado por Ratinho Junior sobre a possibilidade de uma aliança entre PSD e MDB, mas descartou. “Eu não vou ser candidato a vice de ninguém. Eu vou ser candidato a governador até o fim. E eu quero oferecer aos paranaenses o escrutínio do meu nome pela minha trajetória histórica, pelos prêmios que Curitiba já recebeu, mais de 175, pelo prêmio mundial do habitat que eu já ganhei, pelo prêmio de cidade mais inteligente do mundo que eu já ganhei, pelo sucesso de três vezes ter ganhado a eleição, pelo mérito de ter reeleito o Ratinho, pelo que estou esperando gratidão, e também de ter eleito o Eduardo Pimentel numa situação muito adversa, também esperando gratidão.”
Antes de encerrar sua participação no evento promovido pelo Fórum Desenvolve Londrina, Greca reforçou que irá governar para todo o Paraná. “Se eleito ao governo do Estado, não quero ouvir que Curitiba tem dois prefeitos”, disse. No entanto, para que tenha sucesso em seu intento, o pré-candidato deverá olhar com um pouco mais de atenção para a geografia do interior paranaense. Durante sua palestra, por mais de uma vez, fez confusão e chamou de Iporã, município localizado no Noroeste, a cidade de Ibiporã, na Região Metropolitana de Londrina.


Simoni Saris
Repórter com atuação nas áreas de Economia, Infraestrutura e Agronegócio.





