Escritório ligado à mulher de Moraes afirma que não atuou no STF
Nota foi divulga após Moraes negar que recebeu mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master
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segunda-feira, 09 de março de 2026
Nota foi divulga após Moraes negar que recebeu mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master
André Richter - Agência Brasil 

Brasília - O escritório de advocacia Barci de Moraes divulgou nota à imprensa nesta segunda-feira (9) para detalhar os serviços prestados ao Banco Master. No comunicado, a banca também informou que nunca conduziu nenhuma causa no Supremo Tribunal Federal (STF).
O escritório é comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, e também tem os filhos do casal entre os sócios.
As explicações foram divulgadas após Moraes negar que recebeu mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em 17 de novembro do ano passado, quando o empresário foi preso pela primeira vez ao ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
A banca informou que prestou consultoria jurídica e atuou na Justiça para o banco no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O trabalho foi feito por 15 advogados.
Os valores de honorários advocatícios não foram divulgados. No ano passado, o jornal O Globo divulgou que o contrato é estimado em R$ 129 milhões ao longo de três anos. Os pagamentos mensais seriam de R$ 3,6 milhões e foram suspensos após a liquidação da instituição pelo Banco Central.
Durante o período de atuação foram produzidos 36 pareceres e 94 reuniões de trabalho foram realizadas.
Os trabalhos foram desenvolvidos nas áreas de compliance, gestão das políticas internas do banco e implementação do código do ética e conduta do Master.
Barci de Moraes ressaltou ainda que não atuou no Supremo. “O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF", completou o escritório.
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ENTENDA
Reportagem publicada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo e da rádio CBN, informou que o banqueiro Daniel Vorcaro trocou ao menos nove mensagens com o ministro Moraes, justamente no dia da prisão do dono do Banco Master pela Polícia Federal, em novembro 2025. As mensagens foram trocadas via WhatSapp entre às 7h19 e 20h48 no dia 17 de novembro do ano passado.
Segundo mensagens extraídas do telefone celular do banqueiro - apreendido pela PF no dia da prisão no ano passado -, Vorcaro fazia uma espécie de ''prestação de contas'' a Moraes sobre o processo de venda do Banco Master, cuja fraude financeira causou um rombo superior a R$ 40 bilhões. ''Estou tentando antecipar os investidores e tenho chances de conseguir assinar e anunciar ainda hoje uma parte", informa o banqueiro ao ministro.
O banqueiro, segundo a reportagem, tratou ainda sobre o inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e que culminou depois com a sua prisão. ''Conseguiu bloquear", pergunta Vorcaro a Moraes. Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a suspeita é de que a expressão tenha sido usada para se referir ao pedido de prisão. Gaspar conta que informação de documento da Polícia Federal mostra que Moraes respondeu com mensagens no estilo visualização única.
Na última sexta-feira (6), Moraes negou a troca de mensagens com o banqueiro. Conforme nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF, as mensagens não foram destinadas a Moraes, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado. O STF não informou quem realizou a análise.





