O técnico Allan Aal lamentou o vice-campeonato paranaense do Londrina, derrotado pelo Operário nos pênaltis diante de quase 20 mil torcedores no estádio do Café, no sábado (7). Apesar da frustração pelo resultado, o treinador destacou a campanha da equipe, que encerrou o Estadual invicta, mas sem levantar a taça. Em 2025, o LEC também acabou como vice-campeão da Série C ao ser derrotado pela Ponte Preta, por 2 a 0, em Campinas, sob o comando de Roger Silva.

“Fazemos uma avaliação positiva. O que magoa e chateia é o resultado final. Independentemente da forma como foi, no fim tudo se resume a título. Terminamos invictos, mas sem conquistar o título que tanto merecíamos. Mérito do Operário, que se defendeu bem no segundo tempo e, nos pênaltis, foi mais competente do que nós”, afirmou.

A disputa de penalidades também foi comentada pelo treinador, especialmente após a cobrança desperdiçada por Iago Teles logo na primeira batida da série. O atacante tomou pouca distância da bola e tentou surpreender o goleiro Vágner, mas acabou recuando a bola nas mãos do experiente arqueiro do Operário.

“Em uma decisão, você não pode querer surpreender achando que só o que você está fazendo é o que vale. Existe um trabalho coletivo, de todos. Temos que valorizar o que foi feito até agora. O campo fala muito”, resumiu o treinador.

Allan Aal lembrou que o Londrina teve chances claras para marcar o gol do título ainda no tempo normal. No segundo tempo, a equipe criou três oportunidades dentro da área adversária, duas com o centroavante Bruno Santos e outra no último lance da partida, quando o volante Fabiano isolou o rebote após cobrança de falta de Gilberto.

“Perdemos nos pênaltis, mas tivemos três oportunidades claras: duas bem claras e a última claríssima para ganhar o jogo no tempo normal. Temos que seguir trabalhando, focados. Quero agradecer ao torcedor pela força e pela presença, mostrando que é uma grande torcida. Infelizmente, não conseguimos retribuir da forma que esperávamos”, disse.

Para o treinador, o time precisa evoluir em alguns aspectos, principalmente em momentos decisivos. “Precisamos melhorar e ter um elenco mais maduro, não no sentido de idade, mas de atitude em campo. Nos momentos decisivos que esperamos viver na Série B e na Copa do Brasil, precisamos transformar em resultado aquilo que demonstramos de superioridade durante os jogos”, avaliou.

Formação gera críticas

Na decisão, Allan Aal voltou com a formação com quatro atacantes, esquema que vinha sendo questionado por parte da torcida. O Londrina iniciou a partida com Paulinho Moccelin ao lado de Vitinho, Bruno Santos e Iago Teles no setor ofensivo. O volante João Tavares perdeu a vaga.

Desde que adotou esse modelo, o Tubarão venceu apenas uma vez, na estreia da formação, contra o Andraus, em Curitiba. Nos jogos seguintes, incluindo a final no Café, a equipe acumulou empates.

Segundo o treinador, a escolha teve como objetivo tornar o time mais ofensivo diante da torcida. Ele também lembrou que o Londrina disputou todo o Campeonato Paranaense sem um meia de origem.

“O João não é um meia. Passamos a ter agora o Thalis, que não estava disponível no Paranaense. Com o Vitinho em condições, as opções de ataque para criar oportunidades, como criamos no jogo, eram aquelas. As reclamações fazem parte, é direito de todo mundo. Mas eu acharia menos coerente começar um jogo em casa com três volantes. Aí, eu seria criticado por iniciar a partida de maneira defensiva”, explicou.

Substituições por desgaste físico

O treinador também respondeu aos questionamentos sobre as substituições na segunda etapa, principalmente a saída de Vitinho no meio do segundo tempo e a troca de Bruno Santos poucos minutos antes das cobranças de pênaltis.

Vitinho foi substituído após retornar recentemente de lesão, enquanto Bruno Santos deixou o campo para a entrada de Juninho.

“As substituições foram por questão física. O Vitinho vinha de lesão e teve pouco tempo para trabalhar. Esperamos até o último momento para ver se ele teria condições. Também tivemos a ausência do Maurício. São situações que fogem do controle”, afirmou.

Agora, o Londrina volta suas atenções para a sequência da temporada. A equipe entra em campo na quarta-feira (11), às 21h30, contra o Manaus, no estádio Carlos Zamith, pela terceira fase da Copa do Brasil. A partida pode marcar a estreia do meia Thalis, recém-contratado pelo clube.

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