CML define data para votar denúncia que pode cassar Anne Moraes
Representação contra a vereadora será lida na sessão desta quinta-feira (2) e votada pelo plenário na próxima terça-feira (7)
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quarta-feira, 01 de abril de 2026
Representação contra a vereadora será lida na sessão desta quinta-feira (2) e votada pelo plenário na próxima terça-feira (7)

A CML (Câmara Municipal de Londrina) definiu os próximos passos da tramitação da representação que pode levar a vereadora Anne Moraes (Avante) a responder a uma CP (Comissão Processante). Ela é acusada de utilizar advogados nomeados em seu gabinete para representá-la em processos particulares.
A denúncia será lida durante a sessão desta quinta-feira (2) e votada pelo plenário na próxima terça-feira (7). Para a abertura da CP, que pode resultar na cassação da vereadora, são necessários 13 votos favoráveis.
A representação foi protocolada na CML em abril de 2025 e vem tramitando desde então. Em razão de uma mudança no Código de Ética Parlamentar, o caso foi encaminhado à Comissão de Ética no dia 24 de fevereiro de 2026. Após analisar a denúncia, o colegiado devolveu a representação à Mesa Executiva, que decidiu levá-la ao plenário.
Segundo a denúncia, protocolada na Câmara pela ex-coordenadora de campanha de Anne, a parlamentar teria contado com a atuação de advogados lotados em seu gabinete para representá-la em processos particulares. Um dos indícios de irregularidade seria a participação de um dos assessores em uma audiência de processo particular durante o expediente e nas dependências da Câmara.
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Em setembro de 2025, o promotor Renato de Lima Castro, da 26ª Promotoria de Justiça, ajuizou uma ação civil pública contra a vereadora com base na mesma denúncia. Durante o inquérito civil, os advogados confirmaram que não receberam pagamento direto pelos serviços particulares prestados. Em oitiva no Ministério Público, a vereadora optou por permanecer em silêncio.
O MPPR (Ministério Público do Paraná) sustenta que, entre janeiro e abril de 2025, três advogados contratados como assessores parlamentares teriam atuado em oito processos judiciais nas áreas cível, eleitoral e trabalhista, de interesse da vereadora ou da ADA (Associação Defensora dos Animais), da qual ela foi presidente.
A reportagem entrou em contato com a defesa da vereadora para obter uma posição sobre a votação da denúncia na CML, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. Em manifestações anteriores, a defesa sempre negou qualquer irregularidade no gabinete parlamentar


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.





