Boca Aberta e filho pedem suspensão de salários de Rony e Takahashi
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de fevereiro de 2019
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

O deputado federal Emerson Petriv (Pros), o Boca Aberta, e seu filho, o deputado estadual Matheus Viniccius Ribeiro Petriv (PRTB), o Boca Aberta Jr., entraram com ação popular contra o pagamento de subsídios aos vereadores afastados de Londrina Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB). Os deputados pedem que sejam devolvidos os salários pagos aos vereadores desde janeiro de 2018 e que os próximos vencimentos sejam depositados em uma conta judicial, enquanto permanecerem impedidos de atuarem em suas funções.
O pedido pede liminarmente a devolução dos salários recebidos, totalizando mais de R$ 337 mil cada vereador recebe R$ 12,9 mil mensais. No fundamento, a ação argumenta que os valores são pagos sem que os vereadores atuem em suas funções. "O pagamento de salários a estes edis é um impropério, uma afronta a todos os trabalhadores londrinenses que ganham, na e sua imensa maioria, um salário mínimo, enquanto ambos os vereadores recebem mais de 12 (doze) salários mínimos sem trabalhar em prol do Povo Londrinense, utilizando seus salários para pagar seus advogados, custas processuais, suas despesas pessoais e outras despesas, estando prevalecendo o interesse particular sobre o interesse público, como é o caso", traz a petição.
O advogado de Takahashi, Anderson Mariano, considera que a ação proposta tem "finalidade eleitoreira, vez que o próprio judiciário foi quem garantiu o recebimento dos vereadores". Maurício Carneiro, que defende Rony, diz que recebe a noticia da ação popular com tranquilidade. "Essa questão já foi apreciada pelo Poder Judiciário, logo, o ajuizamento não tem a menor chance de prosperar, [é] matéria ultrapassada."
Entenda o caso
Rony e Takahashi então presidente da Câmara Municipal de Londrina - foram afastados da função em janeiro do ano passado, em decorrência da Operação ZR-3, que apurou supostas mudanças de zoneamento em Londrina para beneficiar projetos imobiliários privados mediante pagamento de propinas.
Os dois vereadores foram impedidos de entrar no Legislativo e de entrar em contato com outros 11 suspeitos de integrarem o esquema e passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica, além de terem os salários suspensos, com base em orientação do TC (Tribunal de Contas) do Estado do Paraná.
Entretanto, em maio do mesmo ano, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcos José Vieira, restabeleceu os pagamentos a Rony e, em, agosto, o juiz Marcus Nogueira Garcia, atuando na 2ª Vara da Fazenda Pública, determinou que Takahashi também voltasse a receber os subsídios. Ambos também receberam os retroativos desde o afastamento.


