Repensar a rotina das obras públicas
Lembro-me dos anos de 1978, quando cada engenheiro trabalhava lidando com problemas da cidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
Lembro-me dos anos de 1978, quando cada engenheiro trabalhava lidando com problemas da cidade
Virgílio Rodrigues Moreira 
Sempre li matéria na Folha de Londrina sobre a falta de engenheiros na secretaria de obras e peço vênia por pensar diferente, justamente por ter trabalhado muitos anos na secretária de obras.
Lembro-me dos anos de 1978, quando cada engenheiro trabalhava lidando com problemas da cidade e, além disso, cada um ficava responsável por uma secretaria, por exemplo: eu atendia a rotina da cidade e quando o assunto era da secretaria de educação era comigo, assim o engenheiro José Furlam também respondia pela secretaria de saúde.
Naquela época, os projetos e procedimentos eram padronizados e tínhamos em mãos os orçamentos que mudavam um pouco os quantitativos, dependendo da localização de cada nova obra, daí a rapidez quando preparávamos pastas para os secretários correrem atrás de novas verbas.
Trabalhar com projetos arquitetônicos padronizados oferecia redução de tempo para licitar uma obra e mais tempo para o principal, que era fiscalizar e ainda ofertava tempo para pensarmos a cidade.
Face ao exposto, fica a sugestão para a prefeitura elaborar o arquitetônico para garantir a eficiente padronização e a prefeitura contratar os projetos complementares, justamente porque na praça temos os profissionais especialistas em cada área e que podem oferecer a atualização necessária e ter a preocupação em lidar com materiais que respeitem o meio ambiente.
Sou adepto do minimalismo e a padronização reduz tempo, mão de obra e sobra este tempo maior para os engenheiros lidarem com outras ações.
Toquei um grande projeto de obras no final da década de 70 e no inicio só tinha eu de engenheiro e uma estagiária de engenharia e alguns fiscais e dávamos conta de tudo justamente graças a padronização. Tocamos o projeto de infraestrutura da região dos Cinco Conjuntos (FINC), além do conjunto São Lourenço e o Projeto CURA das regiões dos jardins Leonor, Santa Rita, Santiago e toda a Região de Interlagos (da Anderson Clayton até a BR 369).
O Estado trabalhava como nós e com poucos engenheiros realizava muito também.
Pensando assim, tanto a prefeitura quanto o legislativo conduzirão a cidade na busca da perfeição, nada de obras atrasadas e mal acabadas e essa é a minha contribuição para a cidade que amo de coração.
Virgílio Rodrigues Moreira (engenheiro civil) Londrina
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