Imagem ilustrativa da imagem OPINIÃO DO LEITOR - Câmara de Vereadores invisível
| Foto: Roberto Custódio

A recente pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Multicultural e patrocinada pela Folha de Londrina e Paiquerê FM 91,7 mostra que a nossa Câmara de Vereadores continua se aprofundando num ostracismo sem precedentes na história política da cidade. O desinteresse dos londrinenses pelo o que acontece no legislativo municipal é tão evidente que cinco vereadores não tiveram seus nomes lembrados pelos interrogados. Apenas 10% dos entrevistados acham que a imagem do legislativo municipal é positiva, outros 10% não tiveram interesse em opinar e os demais 80% se dividiram em afirmar que tudo continua no marasmo de sempre e em avaliar a sua performance como negativa.

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Esse primeiro ano da atual legislatura foi lamentável. Projetos de leis extravagantes, bizarros e desprovidos de seriedade, além de causarem espanto e indignação na população, enriqueceram o anedotário político de Londrina. Propostas inconstitucionais, revestidas de cunho ideológico extremista, de ideias opressoras e até de truculência pautaram os trabalhos de determinados vereadores. A nossa Câmara, que outrora foi importante celeiro de grandes políticos, de onde saíram governadores, senadores e deputados com destaque nacional, atualmente tem dificuldades até de reeleger seus próprios edis. Entre os atuais vereadores será muito difícil elegermos um deputado, quanto mais um prefeito; senador e governador, então, impossível. Essa é a triste realidade da nossa Casa de Leis, tão qualificada em tempos d'antanho, mas descendo a um nível de mediocridade impressionante. Somos o segundo maior colégio eleitoral do Estado, temos que melhorar expressivamente as nossas escolhas nas urnas, senão a nossa representatividade política, em todas as instâncias, continuará rumando para uma insignificância lastimável.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina

Desafios do envelhecimento

A Folha de Londrina chama a atenção sobre os desafios do envelhecimento da população, em reportagem dessa sexta-feira, 17. O assunto merece muita reflexão de toda sociedade, não somente de órgãos públicos. Em primeiro lugar a expectativa de vida está em franco crescimento. Em segundo, vários estudos mostram que entre os 60 e 75 anos é o período mais produtivo do ser humano. O avanço da medicina proporciona uma vida saudável nesse período, e claro, muitos vão muito além disso, e ainda com uma experiência acumulada, coloca as pessoas dessa faixa etária na plenitude de sua existência.

O mercado de trabalho começa a enxergar essas mudanças. Chamo a atenção para a sociedade como um todo. As pessoas quando estão nessa idade precisam ser melhor aproveitadas. Experimentem fazer uma pergunta sobre um problema atual e percebem que receberão uma resposta muito sensata. Nos círculos de conversas, em encontros e festas, geralmente o idoso fica isolado em seus grupinhos, poucos se disponibilizam em oferecer uma atenção, contribuindo para o isolamento do idoso. Como contribuição na sociedade é preciso envolver mais a população dessa faixa, porque ela tem muito a oferecer. Não necessitamos de apenas melhorar a mobilidade urbana e outros benefícios estruturais, mas colocá-los também como um ponto de apoio. Temos certeza que eles responderão a altura os desafios que se apresentarem. E não serão apenas um passivo ,mas sim, um ativo muito bem avaliado.

José Cezar Vidotti (economista) Londrina

A opinião dos autores não reflete, necessariamente, a opinião da FOLHA.

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