O cenário para as pequenas empresas em estágio inicial no Brasil é repleto de desafios, principalmente para crescerem e se manterem sustentáveis ao longo do tempo. Para se ter uma ideia, de acordo com dados do Sebrae Nacional, cerca de 30% das empresas encerram suas atividades em um período de até cinco anos. Dentre as dificuldades está o acesso restrito ao crédito, burocracia excessiva e carga tributária elevada.

Porém, mesmo diante dos entraves, um caminho que as empresas têm seguido é investir em atração e retenção de talentos com a oferta de benefícios corporativos flexíveis que vão além dos tradicionais estabelecidos pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), como vale-transporte, alimentação e refeição, auxílio-saúde, dentre outros. Hoje, por exemplo, há soluções no mercado de baixo custo que oferecem ajuda para despesas com academia, alimentação para pets, higiene íntima, materiais escolares, auxílio-alimentação para as contratações temporárias, dentre outras infinitas possibilidades.

Ao investir nos colaboradores, as pequenas empresas se tornam competitivas e ganham destaque, principalmente nas grandes cidades, onde as organizações de portes maiores costumam oferecer pacotes mais robustos de benefícios. Além disso, segundo o Sebrae, os nove milhões de pequenos negócios no país representam 27% do PIB (Produto Interno Bruto), resultado que vem crescendo nos últimos anos.

Na mesma linha, o mercado de benefícios corporativos também está em forte expansão no Brasil e mundo afora. Segundo dados da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), o setor tem expectativa de movimentar US$5 bilhões até 2026, o que mostra o foco das empresas em promover o bem-estar dos colaboradores, não mais como algo opcional.

Por outro lado, os colaboradores também estão mais seletivos ao escolher o local de trabalho. Segundo dados da pesquisa divulgada pela empresa global de RH Robert Half, metade dos profissionais desejavam mudar de emprego até o ano passado, sendo que 35% afirmaram que os benefícios mais atrativos estão entre os principais motivos.

Isso mostra a força de que buscar a implementação de benefícios como um investimento em capital humano pode ser uma solução viável para as pequenas empresas que estão à procura de crescimento e consolidação. Ao permitir que os funcionários possam escolher as vantagens que melhor se encaixam em seu estilo de vida nas necessidades pessoais e familiares, essa personalização não só aumenta a satisfação, como contribui para mais engajamento e produtividade, resultando em um ambiente de trabalho mais positivo e com redução dos índices de turnover, sendo mais leais.

A meu ver, apesar das empresas no Brasil enfrentarem desafios significativos, sempre há caminhos para serem explorados. Por exemplo, a adoção de benefícios corporativos acessíveis e flexíveis, em parceria com outras empresas que oferecem soluções pode ser uma estratégia interessante para reduzir custos, além de fortalecer a rede de apoio entre pequenos negócios e melhorar a competitividade com atração e retenção de talentos, proporcionando mais bem-estar e contribuindo para um ecossistema empresarial mais saudável, dinâmico e efetivo. E você, o que tem feito pela sua empresa?

Charles Schweitzer, é CEO da Tanto, uma plataforma de reembolso imediato que oferece soluções sob medida para empresas e colaboradores, que vão desde reembolsos de produtos de higiene menstrual, suplementos, ração e produtos de higiene para animais de estimação, presentes para datas especiais e ainda contam o produto Exclusivo, onde a empresa pode customizar a solução conforme as suas necessidades.

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