Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde apontou que pelo menos 8,9% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência sexual na vida. O estudo, divulgado no ano passado, teve como base entrevistas realizadas em 2019 por meio de visitas a mais de 100 mil domicílios selecionados por amostragem em todo o país.

Um dos aspectos positivos da pesquisa foi conseguir identificar vítimas de diferentes casos de violência contra a mulher, desde estupro até situações enquadradas em crime de importunação sexual.

É comum pesquisas como essa realizada pelo IBGE apontarem o transporte público e o ambiente de trabalho como locais em que o assédio mais ocorre.

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Mas os bares e casas noturnas também aparecem na lista de ambientes inseguros para a mulher. Tanto que há alguns anos bares de vários países adotaram uma solução original para combater o assédio sexual de mulheres em seus ambientes.

Cartazes distribuídos nos banheiros femininos ou pelas paredes encorajam as clientes que se veem em uma situação insegura a ir até o um garçom e pedir uma determinada bebida que não existe, mas que é a senha para que os seguranças ou o gerente adotem o protocolo de levar a mulher para um lugar seguro até que o agressor vá embora. Eles também acompanham a cliente para pegar um táxi ou podem até mesmo chamar a polícia.

Essa iniciativa dos próprios bares está virando lei em algumas cidades brasileiras, como é o caso de Londrina. Nessa terça-feira (29) os vereadores aprovaram em segunda e última discussão projeto de lei (PL) que obriga bares, restaurantes e casas noturnas do município a adotarem medidas de auxílio às clientes que se sintam em situação de risco.

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Apresentado pela vereadora Mara Boca Aberta, do Pros, os estabelecimentos também deverão afixar, em locais internos e de ampla visibilidade aos frequentadores, o Selo Mulheres Seguras – Local Protegido.

O projeto de lei determina que os estabelecimentos capacitem os funcionários a como agir para ajudar as clientes. Em manifestação encaminhada à Câmara, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres sugeriu que a capacitação seja realizada por servidores da pasta, responsável pelo enfrentamento à violência contra a mulher no município.

Pedir ajuda não é uma decisão fácil e muitas vítimas nem têm a compreensão da situação de abuso que enfrentam em casa, no trabalho, no bar ou em outro ambiente. Falar sobre isso ajuda na conscientização e melhora ainda mais quando estabelecimentos comerciais adotam tolerância zero para abuso sexual.

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