A promiscua relação entre os poderes da República tendem a levá-la ao colapso, pois a independência entre eles é fundamental para estabilidade democrática.

No Executivo, os indicados ao judiciário todos "amigos do rei", passam por uma sabatina no Senado em que os votos necessários para sua aprovação são facilmente "conquistados" por agrados, como altos cargos no Executivo e até ministérios.

Como a indicação tem como fator principal (companheiros de jornada política e apadrinhados políticos), ao invés de notório saber, é humano e óbvio que os indicados sempre buscarão teses que defendam o Executivo ( por compromissos pela indicação) .

Já o Executivo quase sempre eleito com as ferramentas do clientelismo, assistencialismo, populismo e demagogia, e com um histórico passado de baixa estatura moral, é presa fácil para ceder as demandas de um Congresso cada vez mais insaciável por vantagens em troca de aprovações de matérias do executivo.

Por outro lado, nossa imprensa tradicional passa por um dilema existencial, com um jornalismo formado em geral em academias com ideologia de esquerda sob influência de Antônio Gramsci (a esquerda não vai mas tomar o poder pelas armas, vai tomar pelas cabeças), com a perda da hegemonia da informação antes fechadas nos meios tradicionais, a informação se viu bombardeada pelo acesso livre e abundante das redes sociais, que permitem todo tipo de manifestação sobre todas as bandeiras ideológicas de maneira caótica, muitas das vezes irresponsável e mentirosa.

Estes cenários característicos de terra arrasada tornaram-se muito propícios ao aparecimento de " iluminados ", que começaram a pregar o controle da informação e opiniões, instrumentos estes pilares de regimes totalitários, no qual uma autoridade define o que pode, e o que não pode ser dito ou divulgado.

Este é o princípio e o método mais rápido da destruição da democracia (princípio mais conhecido como censura). Precisamos sempre saber conviver com a complexidade e diversidade humana, os casos específicos de agressões, excessos e mentiras praticadas nas redes sociais devem ser punidas, caso a caso (quando justificadas) na Justiça.

A manutenção da liberdade de expressão deve ser cláusula pétrea, para manutenção de um estado democrático de direito. O empresário Roberto Civita, do grupo Abril, afirma que "sem livre iniciativa não tem concorrência, sem concorrência não tem propaganda, sem propaganda não tem imprensa livre, sem imprensa livre não tem democracia".

Claudio Tedeschi, leitor da FOLHA

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