UEL tem poucas aulas no primeiro dia de greve dos professores
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quarta-feira, 03 de julho de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 
Um dia depois dos professores entrarem em greve, a maioria das salas da UEL (Universidade Estadual de Londrina) amanheceram vazias nesta quarta-feira (3). No Calçadão e nas salas de aula, poucos alunos e docentes circulando pelo campus. Mesmo assim, alguns professores foram ao local e ministraram as aulas para os alunos que compareceram na UEL.
Na terça-feira (2), a assembleia dos professores definiu pelo início da paralisação imediata antes mesmo da apresentação da proposta de reajuste salarial pelo governador Ratinho Júnior (PSD) nesta quarta-feira (3), que foi criticada pela maioria do funcionalismo paranaense.
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Procurada pela FOLHA, a UEL não soube quantificar a dimensão da greve, mas confirmou a alta adesão dos docentes. O cenário é o mesmo apresentado pelo presidente do Sindiprol (Sindicato dos Professores da Universidade Estadual de Londrina), Ronaldo Gaspar. "A adesão está sendo praticamente total. Tudo está parado, só um ou outro professor que continua trabalhando". O Sindiprol enviou um ofício à reitoria da universidade pedindo que o CEPE (Conselho de Pesquisa e Extensão) paute a suspensão do calendário acadêmico na reunião que deve ser realizada na próxima sexta-feira (5).
A proposta anunciada pelo governo estadual é de parcelar 5,09% de reajuste até 2022, ou 0,5% por ano, para o funcionalismo estadual. "É uma afronta ao servidor. Ele (governador Ratinho Jr.) não está propondo nada. As perdas que já chegam a 17% e só vão aumentar", criticou Gaspar.
Para o presidente da Assuel (Sindicato dos Técnico-administrativos da UEL), Arnaldo Mello, a proposta representa um "golpe". "O Ademar Traiano (presidente da Assembleia Legislativa do Paraná) falou que a pauta sobre o reajuste estava travada até que ele mandasse uma proposta, ou seja, ele mandou a proposta para destravar a pauta", avaliou. "Além de não descongelar o salário não terá correção da inflação. Eles querem fazer a correção monetária de maio de 2018 e maio de 2019 em 4 anos, ou seja, não existe proposta", ressaltou. Mello afirmou à reportagem que acredita que agora a greve será mais forte.
Os servidores da UEL e HU (Hospital Universitário) já aprovaram o início da greve a partir da próxima segunda-feira (8). Os serviços do HU, HV (Hospital Veterinário) e COU (Clínica Odontológica Universitária) funcionarão em formato de escala. "Os funcionários vão realizar atendimentos de urgência e emergência", pontuou.
Em nota, a reitoria da UEL se posicionou sobre a paralisação:
"A Reitoria da Universidade Estadual de Londrina se solidariza com o movimento das categorias dos docentes e agentes universitários que se reuniram em assembleias na tarde de ontem (2/07) e deliberaram pela deflagração da greve, em razão de que não houve avanços nas negociações com o governo do Estado do Paraná sobre a reposição salarial dos servidores públicos"
Entendemos como legítimas as reivindicações das categorias, e somos de posição favorável a que se realize a recomposição salarial, com intuito de valorizar o trabalho dos servidores, atrair e manter quadros profissionais altamente qualificados, responsáveis por consolidar a UEL entre as melhores universidades da América Latina.
Informamos que, a partir da deflagração da greve, foi ampliado o diálogo com os representantes dos professores e agentes universitários, visando a garantia dos serviços essenciais e do acesso aos espaços da Universidade".
(Colaborou Fernanda Circhia)
(Atualizada às 19h30)


