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. | Foto: Rafael Costa/24-06-19

O presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia do Paraná), Daniel Fagundes, e o presidente da Sidepol (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná), Claudio Marques Rolim e Silva, anunciaram na tarde desta quarta-feira (3), que as entidades rejeitaram a proposta de 5,09% de reposição da inflação oferecida pelo governador Ratinho Junior (PSD) em formato parcelado, além do fim da licença-prêmio. Os presidentes das entidades avaliaram que a proposta representa "mais perdas à categoria".

No entanto, até que o governo apresente uma outra proposta, a categoria vai realizar uma assembleia geral no próximo dia 12 de julho para votar pela "Operação Padrão". "Demos nosso posicionamento ao senhor governador, os 17% devidos pelo estado podem ser parcelados, menos que isso torna-se inaceitável. A classe irá decidir se adota a operação padrão por tempo indeterminado", afirmou Fagundes.

Enquanto a assembleia geral não é realizada, o presidente da Adepol explicou novamente que a Polícia Civil não fará greve e nem deixará de atender a população do Paraná. De acordo com Fagundes, uma série de medidas legais serão adotadas. "Atualmente, o policial civil trabalha por três. Cumpre um expediente muito maior que os de 40 horas semanais, assume plantões extras, trabalha quase que em tempo integral para assegurar o funcionamento das delegacias", ressaltou. "Isso por si só mostrará a população o quão defasada e deficiente está a estrutura da Polícia Civil no Estado”, acrescentou.

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Para Michel Franco, presidente do Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região), a proposta é um "insulto". "Estão tentando iludir a população e os servidores ao apresentar 5% parcelado em quatro anos. Estudos sérios com números da Secretaria Nacional do Tesouro comprovam que o governo tem condições de pagar a data-base sem comprometer as finanças do Paraná", declarou.

Segundo o presidente da AVM (Associação da Vila Militar) do Paraná, coronel Washington Alves da Rosa, as classes policiais vão convocar assembleias para as próximas semanas em parceria também com a Polícia Civil. "Vamos insistir para que os servidores cumpram somente a carga horária prevista e para que usem somente equipamentos e viaturas que estejam em boas condições de uso", explicou.

Em relação aos concursos públicos, a proposta do governador prevê a contratação de 2.560 policiais militares, 400 policiais civis, 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 400 profissionais para a Secretaria Estadual de Saúde, 80 profissionais para a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) e 988 professores para a Secretaria Estadual de Educação.

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