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Londrina

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m de leitura Atualizado em 18/07/2022, 18:30

Novo diretor aposta na tecnologia para reduzir acidentes de trânsito

Major Mário Celso Andrade destacou ainda a importância das campanhas de conscientização para reduzir acidentes

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de julho de 2022

Vítor Ogawa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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O novo diretor de trânsito da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), major Mário Celso Andrade, aposta no uso de tecnologia para definir estratégias para reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito de Londrina. Ele assumiu o cargo nesta segunda-feira (18).  

O Major Mário Celso Andrade aposta no uso de tecnologia para definir estratégias para reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito de Londrina. O Major Mário Celso Andrade aposta no uso de tecnologia para definir estratégias para reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito de Londrina.
O Major Mário Celso Andrade aposta no uso de tecnologia para definir estratégias para reduzir o número de acidentes e de mortes no trânsito de Londrina. |  Foto: Vítor Ogawa - Grupo Folha
 

A companhia divulgou que o número de óbitos decorrentes de desastres nas ruas e avenidas de Londrina caiu de 34 no primeiro semestre de 2021 ante 28 no mesmo período deste ano.  

“A gente está fazendo um diagnóstico da companhia. Fiquei impressionado com a tecnologia empregada. Até onde conhecia, nem fazia ideia do que era utilizado aqui. Estou aprendendo e entendendo como a companhia funciona. Vamos implementar cada vez mais ações, como operações, educação de trânsito e estou disposto a ir para a rua quando necessário. A experiência vai ajudar bastante”, afirmou. 

Andrade concedeu a entrevista em frente a um painel que registra em tempo real o fluxo e a velocidade dos veículos nas vias mais movimentadas da cidade. “Se tem um fluxo naquela avenida de quantos mil veículos, a gente consegue aproximar esses dados. Se passam tantos veículos, para onde estão indo? Estão indo para um hospital ou para outro local? Tem todo um contexto, não são só imagens”, afirmou. 

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Os flagrantes de irregularidades registrados por radar fixo, móvel, talonário eletrônico e autos da PM (Polícia Militar), GM (Guarda Municipal) e NIC (Multa para pessoa jurídica sem identificação do condutor) ocasionaram 156.642 autos de infração de janeiro a junho do ano passado. Deste total, 29.692 (19%) foram convertidos em advertência por escrito. O restante, 126.950, representa o número de multas.  

A maioria das autuações foi por excesso de velocidade (108.579). A infração que está em segundo lugar entre os londrinenses é avançar o sinal vermelho do semáforo, com 8.395 registros.  

Andrade admitiu que se há uma mudança de regra é difícil conscientizar os motoristas. “Se há a determinação para reduzir a velocidade no trajeto dela por meio de estudos, porque estava tendo muitos acidentes, o motorista que usa a via não gosta da redução. Porém a mudança não é para ele, mas para os pedestres, que também usam aquela via.”  

Ele explicou que essa diminuição da velocidade muitas vezes não reduz o número de acidentes, mas a potência deles. “Se diminuir a velocidade de 60 km/h para 50 km/h, muitas vezes não evita o acidente, mas pode fazer com que o acidente fatal se transforme em lesão corporal leve. Isso já evita algo mais catastrófico.” 

Sobre a continuidade de movimentos realizados pela diretoria anterior, ele afirmou que há alguns projetos que não podem parar, como a educação para o trânsito. “Conforme forem passando os dias vamos implementar cada vez mais. Temos que entender que temos que estar sempre usando a criatividade e a inteligência e sempre fazer operações e programas novos. Daqui a pouco teremos a Semana do Trânsito e vamos ver o que aconteceu no ano passado. Teremos que estudar esses dados e implementar as ações este ano. São desafios”, apontou. 

Natural de Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina), ele integra a reserva da Polícia Militar do Paraná. Ingressou na corporação em 1986 e, ao longo dos anos, foi promovido aos postos de oficial, tenente, capitão e major.  

Durante os 35 anos de serviço dedicados à segurança pública, foi comandante do 15º BPMPR (15º Batalhão de Polícia Militar), em Rolândia, dirigiu o Grupo de Operações Especiais e a 20ª Companhia, na mesma cidade. 

Em Londrina, foi subcomandante e comandante no 5º BPMPR (5º Batalhão de Polícia Militar)), ocupou a função de chefe de Planejamento de Operações e esteve à frente, em duas oportunidades, da Ciatran (Companhia de Policia de Trânsito).  

Formou-se em direito em 2005, se especializou em Direitos Humanos com ênfase em segurança pública e estudos de política e estratégia. Tem 54 anos, é casado, tem três filhas e acumula medalhas em reconhecimento ao trabalho que desempenhou na PM.

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