Mulher é condenada a 27 anos de prisão pela morte da filha
Crime aconteceu em 2007 porque ela queria ficar com a guarda do neto, de acordo com o MPPR; julgamento terminou perto da meia-noite de quinta
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sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Crime aconteceu em 2007 porque ela queria ficar com a guarda do neto, de acordo com o MPPR; julgamento terminou perto da meia-noite de quinta

O Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, condenou a 27 anos, 1 mês e 15 dias de prisão a mulher denunciada pelo Ministério Público do Paraná pela morte da própria filha. O crime ocorreu no município de Quatro Barras, no dia 12 de fevereiro de 2007, e foi motivado pelo desejo de Tânia Djanira Melo Becker de ficar com a guarda do neto.
Ela permaneceu foragida por 17 anos, e o caso ganhou repercussão nacional após a história ser noticiada em um programa de televisão especializado em fugitivos do Judiciário. A mulher, hoje com 60 anos, está presa na Cadeia Feminina de Londrina.
Na sessão de julgamento, encerrada perto da meia-noite desta quinta-feira, 18 de setembro, o Conselho de Sentença reconheceu as teses sustentadas na denúncia do Ministério Público do Paraná: a ocorrência do crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, com emprego de asfixia e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O julgamento ocorreu em Campina Grande do Sul porque o município de Quatro Barras integrava a comarca na época do crime.
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Asfixia
A denunciada, agora condenada, e o então companheiro – este já condenado a 21 anos de prisão pela participação no crime – foram até a casa da vítima, Andréa Rosa de Lorena, almoçaram com ela e depois cometeram o homicídio. A mulher foi morta por asfixia, com um fio elétrico. Os dois ainda esconderam o corpo embaixo da cama, sendo encontrado somente dois dias depois.
A vítima deixou dois filhos, um menino e uma menina, de 5 anos e 9 meses na época. O crime teria sido praticado pelos dois denunciados porque a avó queria ficar com o neto de 5 anos.
Defesa
Conforme Marcos Pavinato, advogado que integra a equipe de defesa da idosa, "foi um júri longo, com réplica e tréplica e a balança pendeu para o lado da acusação". Ele informou que a defesa já recorreu da decisão.
(Com informações do MPPR)


Da Redação
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