Corpos dos 4 desaparecidos são encontrados em Icaraíma
Segundo a Polícia Civil, corpos estavam na zona rural; vítimas saíram de SP para cobrar uma dívida
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
Segundo a Polícia Civil, corpos estavam na zona rural; vítimas saíram de SP para cobrar uma dívida

Os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram encontrados pela polícia na madrugada desta sexta-feira (19), em uma área de mata em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. Eles estavam desaparecidos desde o dia 05 de agosto após saírem para cobrar uma dívida. Pai e filho, suspeitos pelo crime, estão foragidos, e as forças de segurança não descartam a possibilidade de que outras pessoas tenham participado dos homicídios.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, destaca que a prioridade da pasta era a localização dos corpos. Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso eram de São José do Rio Preto (SP) e foram contratadas por Alencar Gonçalves de Souza, morador de Icaraíma, para cobrar uma dívida relacionada à venda de uma propriedade em um distrito do município. Imagens das câmeras de segurança obtidas pela polícia mostram os quatro homens conversando dentro de uma lanchonete antes do crime.
Após as famílias comunicarem o sumiço dos homens, a polícia deu andamento nas investigações, incluindo a varredura de grande parte da extensão do Rio Paraná com auxílio de um sonar. Em um primeiro momento, segundo o secretário, a polícia trabalhava com a possibilidade de encontrá-los perdidos e com vida ou em cárcere privado.
Há uma semana, no dia 12 de setembro, a polícia encontrou o veículo utilizado pelos homens enterrado, com perfurações de bala e vestígios de sangue. Segundo o secretário, os corpos foram achados nesta madrugada a cerca de 500 metros do local após 44 dias de busca. Eles estavam enterrados junto aos pertences e apresentavam marcas de perfurações por arma de fogo. “Os corpos estavam bem preservados, o que possibilitou a identificação visual”, detalha.
Os suspeitos pelo crime são pai e filho e estão foragidos. O mais velho seria o alvo da cobrança. Eles foram ouvidos pela polícia no início das investigações, mas Teixeira afirma que não existiam provas suficientes para prender a dupla naquele momento. Além disso, a polícia não descarta a possibilidade de que outras pessoas estejam envolvidas. “Um crime como esse demanda bastante energia, maquinário para enterrar um veículo, maquinário para enterrar os corpos”, complementa.
Teixeira também explica que a Secretária de Segurança Pública está em contato com as polícias do Mato Grosso do Sul e do Paraguai na tentativa de capturar os suspeitos. Todo o material apreendido e os vestígios encontrados devem ser periciados para confirmação ou identificação de novos envolvidos.
(Atualizada)


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.


