Imagem ilustrativa da imagem MP vai apurar instalação de grades anti-morador de rua na rodoviária
| Foto: Marcos Zanutto - 1°/8/2019

O promotor da 14ª Promotoria de Justiça de Londrina, Miguel Sogaiar, convocou reunião nesta segunda (5) para discutir a instalação de gradis no Terminal Rodoviário de Londrina para impedir que moradores de rua durmam no local. A discussão sobre a atitude está marcada para as 14h, na sede do MP (Ministério Público).

Segundo Sogaiar, após a reportagem da FOLHA sobre a instalação de grades, houve movimentação do Centro de Apoio aos Direitos Humanos, do MP em Curitiba, que levou a pedir providências à promotoria londrinense. Um procedimento administrativo foi aberto para apurar o caso. A notificação do Centro de Apoio dos Direitos Humanos não cita o gasto com a instalação do gradil, ao custo de R$ 46 mil.

Foram chamados para a reunião o superintendente da rodoviária, Sandro Neves; o presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Marcelo Cortez; a secretária de Assistência Social, Jacqueline Micali; e o prefeito Marcelo Belinati (PP) ou algum representante.

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'INTERPRETAÇÃO ERRADA'

O prefeito Marcelo Belinati disse, durante entrevista coletiva na manhã desta segunda, que houve uma "interpretação equivocada" em relação à instalação de grades na rodoviária de Londrina. Ele, entretanto, esquivou-se de responder se pode haver uma mudança de postura.

Belinati afirmou que a justificativa da CMTU para o fechamento das áreas for terminal é a segurança de taxistas, comerciantes, passageiros e usuários. "Ali [rodoviária] já morreu gente, existia muitos problemas com drogas e bebidas, até [a prática de] sexo já ocorreu naquele local. O objetivo da direção da rodoviária é amenizar problema de segurança", disse.

O prefeito ressaltou que as pessoas em situação de rua que frequentam a rodoviária estão cadastradas na Secretaria Municipal de Assistência Social e que é oferecido a eles ações como casas de acolhimento, onde podem dormir, alimentar-se e tomar banho. "Mas existem pessoas que são usuárias de drogas e que não querem sair desta situação, preferem ficar na rua", recordou.

(Atualizado às 12h38)

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