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Jovem é preso após receber terceira dose contra a Covid-19 em Apucarana


Rafael Machado - Grupo Folha
Rafael Machado - Grupo Folha

Um rapaz de 22 anos foi preso nesta quinta-feira (2) em Apucarana depois de enganar servidores da Secretaria Municipal de Saúde e tomar a terceira dose contra a Covid-19. Ele já é investigado por receber duas vacinas da Coronavac que foram desviadas em um esquema de fura-fila, mas mentiu aos funcionários quando a campanha de vacinação atingiu sua faixa etária. 


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De acordo com o Ministério Público, a fraude aconteceu no dia 17 de agosto. O jovem foi até o Complexo Esportivo do Lagoão, no centro de Apucarana, e aproveitou da instabilidade do sistema usado pelos servidores para imunizar a população. Ele recebeu o imunizante da Pfizer. 


 

Jovem é preso após receber terceira dose contra a Covid-19 em Apucarana
Isaac Fontana/FramePhoto/Folhapress
 



Questionada pelo MP, a Secretaria de Saúde de Apucarana disse que "a opção foi imunizar as pessoas que lá estavam (no Lagoão) mesmo sem a possibilidade de prévia consulta no sistema". Com essa medida, o órgão justificou que o objetivo "foi de evitar filas e aglomerações". O erro foi descoberto quando as informações da vacinação do rapaz foram inseridas na plataforma utilizada na campanha contra a Covid-19. 


O acusado é filho de um técnico de enfermagem que trabalha na rede municipal. Ele, o pai, uma funcionária e o esposo da dona de uma clínica de idosos teriam sido vacinados de forma irregular em janeiro deste ano. Todos foram denunciados por envolvimento no esquema. 


O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz Oswaldo Soares Neto, da 1ª Vara Criminal. Na decisão, ele citou que o comportamento reincidente do rapaz "afronta as autoridades de saúde e a própria Justiça" e que "demonstra descaso com o próximo e com a vida humana". 


A FOLHA não conseguiu contato com a defesa do suspeito. Em maio deste ano, a falsa técnica de enfermagem Silvânia Regina Ribeiro, 46 anos, foi presa por furtar vacinas usadas contra o coronavírus. Ela, que continua na cadeia, admitiu ter vacinado indevidamente 12 pessoas. 

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