Planos são para uma maior integração da Guarda Municipal com as polícias Civil e Militar
Planos são para uma maior integração da Guarda Municipal com as polícias Civil e Militar | Foto: Saulo Ohara/4-12-2015



Na metade da gestão de Marcelo Belinati, um dos setores que mais trouxe dores de cabeça à gestão municipal foi a GM (Guarda Municipal). No final de dezembro de 2015, a corporação foi autorizada a portar armas de fogo. Desde então, cinco mortes foram registradas em Londrina. "Apesar dos problemas que tivemos, temos que enfrentar isso. A forma que a gente trabalha é mais problemática porque se trabalha mais, dá mais problema. No geral, a segurança da cidade vai muito bem", afirma o secretário de Defesa Social, Evaristo Kuceki. A avaliação faz parte da série de entrevistas com secretários municipais, que conta com a participação do prefeito Marcelo Belinati.

A avaliação de Kuceki está baseada no índice de homicídios que, segundo o delegado da Polícia Civil, William Douglas Soares, caiu 50% em 2018 na comparação com o ano anterior. "O dado mais importante é a redução de homicídios. O que vale para ver se a cidade é segura ou não, no mundo inteiro, é a taxa de homicídios", lembra Kuceki.

Soares, que também é o delegado responsável pela investigação de 13 guardas municipais envolvidos em suposto desvio de dinheiro após a apreensão de mais de R$ 850 mil, acrescentou que o número de latrocínios caiu de sete para quatro entre 2017 e o ano passado. "O mais importante é que todos eles [latrocínios] foram elucidados. Para as ações futuras, foram criados o Núcleo de Combate à Corrupção, já estruturado, e a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, que já existia no papel, mas recentemente foi estruturada no pessoal", destaca. Soares é o delegado responsável por essa nova delegacia.

Embora a competência pela redução dos homicídios não recaia sob a Guarda Municipal, o capitão do 5º Batalhão da Polícia Militar, Marcos Tordoro, lembra que ações integradas com a corporação municipal são feitas "há algum tempo". "Tivemos bastante êxito, principalmente na área central. Sempre procuramos trocar informações com a guarda nesse trabalho de prevenção. A diminuição dos índices criminais em Londrina é um fato. Principalmente o homicídio."

A integração nas operações também foi destacada pelo capitão Ricardo Eguedis, da Polícia Militar. Para ele, as forças de segurança têm um objetivo em comum: a devolução da ordem pública para o cidadão. "Isso supera os interesses institucionais individualizados. Temos a consolidação desse trabalho conjunto de patrulhamento da PM, da guarda, com apoio da PC (Polícia Civil), investigando quem comete os crimes."

De acordo com Kuceki, os planos são para uma maior integração da guarda com as polícias, colocando dois policiais para atuar junto ao Gcom (Grupo de Comunicação e Monitoramento) da Guarda Municipal. "O que a gente faz é de interesse da PM e da Polícia Civil. Tem coisas que a PM faz que a GM não precisa saber, mas tudo que a GM faz, a PM precisa saber."

CONTINUE LENDO:
- Atribuições da GM estão 'previstas em lei'
- Com poucos agentes, aposta está nas câmeras
- Agentes se envolveram em casos polêmicos

Imagem ilustrativa da imagem Guarda Municipal atua em ações integradas de segurança
mockup