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LONDRINA -

Greve adia circulação de ônibus, fecha bancos e afeta atendimentos na saúde


Isabela Fleischmann - Grupo Folha
Isabela Fleischmann - Grupo Folha

Greve geral paralisa transporte coletivo de Londrina
Greve geral paralisa transporte coletivo de Londrina | Gina Mardones
 


Cerca dos 300 ônibus que estavam na garagem da empresa TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) foram liberados na manhã desta sexta-feira (14) após bloqueio de manifestantes, que impediram a saída dos veículos desde o final da madrugada, em protesto dos movimentos sociais que integram a greve geral, que ocorreu em todo o Brasil.


Centrais sindicais, estudantes e frentes organizadas de movimentos sociais fazem nesta sexta uma greve geral contra a proposta de reforma da Previdência em cerca de 170 cidades de todo o País. Logo nas primeiras horas da manhã, manifestantes bloquearam as saídas da garagem da TCGL, na região central da cidade.




Na terça-feira (13), a Justiça tinha determinado que os ônibus deveriam funcionar, normalmente, com aplicação de multa de R$ 200 mil, caso o Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) realizasse os "piquetes" . Contudo, o  bloqueio foi organizado por movimentos sociais e cerca de 300 veículos da empresa, responsável por 85% dos serviços de transporte coletivo em Londrina, não circularam por algumas horas.


“Ficamos desde a madrugada conversando com eles para liberarem. Foi difícil porque eles não tinham um líder, eram estudantes e sindicatos”, disse Gildalmo de Mendonça, diretor da empresa. Apenas os itinerários da Londrisul (15% das linhas) funcionaram, além de 54 ônibus da TCGL, alguns que trafegavam pela madrugada, o chamado “Corujão”, e outros que estavam na garagem da empresa de transporte TIL. 


“A pauta principal é contra a reforma da Previdência. Essa reforma fará muito mal aos trabalhadores, não queremos isso”, protestou Pedro da Silva, integrante do acampamento MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) Quilombo dos Palmares, em Londrina, que estava no bloqueio.


Sem ônibus no Terminal Vivi Xavier, na zona norte, a diarista Adelaide Jesus Camilo Silva e a zeladora Franciele Campos dos Santos Reis se atrasaram para o serviço. Elas, que trabalham no centro, teriam que bater o ponto às 7h30. “Liguei para minha sogra para meu marido me buscar”, conta Reis.



| Autor: Gina Mardones/Grupo Folha
 



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Às 8h45, os manifestantes liberaram a saída dos ônibus da garagem da TCGL. Líder sindical, o suplente de vereador Valdir dos Metalúrgicos (SD) criticou a proposta previdenciária. Ele deixou a Câmara nesta quinta-feira (13), com o retorno de Mario Takahashi (PV). “Essa reforma acaba com os direitos dos trabalhadores. Assim como vieram com a conversa da reforma trabalhista, que hoje gera 13 milhões de desempregados. A reforma vai melhorar para quem tem dinheiro, para nós, trabalhadores, continuaremos miseráveis se isso for aprovado”.



| Autor: Isabela Fleischmann/Grupo Folha
 



Ao deixar a garagem, os manifestantes seguiram em passeata até a avenida Leste Oeste, que chegou a ficar bloqueada durante o protesto.


Nenhuma escola estadual aderiu à greve. Mas, mesmo com as escolas em funcionamento, poucos estudantes compareceram às aulas, muito em conta da falta de ônibus no início da manhã. 


Na UEL (Universidade Estadual de Londrina), apenas os serviços administrativos funcionaram integralmente, segundo a assessoria de imprensa da instituição. O RU (Restaurante Universitário) fechou no almoço e também não terá expediente no jantar. 


Algumas atividades acadêmicas foram suspensas, muitas porque os alunos não compareceram ás aulas, segundo o setor  de comunicação. No HU (Hospital Universitário) e HV (Hospital Veterinário), os serviços de urgência foram mantidos e no HC (Hospital das Clínicas), a adesão também foi parcial.


A previsão é que o esvaziamento da universidade permaneça nos horários vespertino e noturno.


Já a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) de Londrina registrou falta de técnicos administrativos mas, “tão poucos que não prejudicaram o funcionamento das atividades”, segundo a assessoria. As aulas ocorreram normalmente.


Na Saúde, oito auxiliares de enfermagem não foram trabalhar na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Santiago (zona oeste), o que prejudicou a coleta de sangue. O HU (Hospital Universitário) atendeu com déficit de funcionários e no HC (Hospital das Clínicas) consultas e exames eletivos foram remanejados.


O comércio funcionou normalmente e algumas agências bancárias paralisaram as atividades durante uma hora, entre 11h e 12h. Até as 19h30 desta sexta-feira (14), manifestantes permaneciam reunidos no Calçadão de Londrina.


(Atualizado às 19h30)



 

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