A duplicação da Rua Constantino Pialarissi, entre a marginal da PR-445 e a avenida Gil de Abreu e Souza, que tinha sua entrega original prevista para junho do ano passado, foi paralisada por 120 dias e deve ser retomada somente em abril. O projeto contempla uma extensão de cerca de 2,5 quilômetros, das proximidades da reitoria da UEL (Universidade Estadual de Londrina) até a região dos condomínios, conectando as zonas oeste e sul. Conforme a Prefeitura, imprevistos levaram aos atrasos no prazo, com a suspensão visando a finalização da obra sem novos gastos ao órgão.

A ordem de serviço foi assinada em agosto de 2024, com prazo estipulado para a conclusão em dez meses e custo de R$ 31 milhões, incluindo a troca do asfalto já existente, a pavimentação de trecho de terra e drenagem. Até o momento, o pedaço mais adiantado, já com asfalto novo, é o que margeia o campus da UEL. Seguindo em direção a zona sul, a via ainda é permeada por estrada de chão. Em maio do ano passado, um mês antes da entrega inicialmente prevista, a obra estava somente 17,57% concluída. Hoje, está 38,06% finalizada.

Ferramentas e itens estruturais utilizados pelos servidores seguem no trecho em obras
Ferramentas e itens estruturais utilizados pelos servidores seguem no trecho em obras | Foto: Roberto Custodio

O que atrasou a obra

A Secretaria Municipal de Obras informou que decidiu, juntamente da empresa responsável pela obra, suspender os trabalhos por quatro meses “a fim de garantir sua plena execução sem que haja prejuízo aos cofres públicos”. De acordo com a pasta, o excesso de chuvas entre o final de 2024 e o início de 2025 afetou consideravelmente o cronograma da construtora, atrasando o início dos trabalhos.

Disse ainda que a Prefeitura questiona na Justiça os valores solicitados para depósito em juízo referentes a algumas desapropriações de áreas, “uma vez que eles chegaram a dobrar em relação aos preços iniciais de avaliação”. Houve ainda a espera por liberação de licenças ambientais do (IAT). As intercorrências foram noticiadas pela FOLHA em maio do ano passado.

“Mediante as situações e a fim de que a Prefeitura dê celeridade às resoluções pendentes e evite a morosidade do processo, bem como novos gastos em caso de abandono da obra por parte da empresa contratada, decidiu-se pela suspensão temporária dos trabalhos”, completou a nota.

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Manutenção do que já foi feito

A reportagem esteve no canteiro de obras na quarta-feira (4) e encontrou homens trabalhando para “encerrar os serviços que haviam começado”, contou um servidor, atuando na adequação de pontos críticos, sem iniciar novos projetos. Ele informou que estavam finalizando os bueiros no trecho da via que margeia a UEL, ainda abertos. Existem diversas placas sinalizando a restrição do acesso e necessidade de desvio, além de cones e manilhas.

Quanto à liberação deste trecho, já pronto, a Secretaria de Obras pontuou que está em tratativas com a empresa para que seja viabilizada.

Já com o asfalto novo, trecho ao lado da UEL pode ter acesso liberado aos motoristas
Já com o asfalto novo, trecho ao lado da UEL pode ter acesso liberado aos motoristas | Foto: Roberto Custodio

Investimento

O orçamento inicial de R$ 31 milhões vem de um financiamento feito pela Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, somado a uma verba do Fundo Municipal de Saneamento. A obra sofreu um reajuste de R$ 94 mil em fevereiro do ano passado por conta da falta de uma licença ambiental que não estava prevista no primeiro contrato. Foram necessários quatro meses para a liberação, o que acarretou em atraso no serviço.

O projeto também sofreu um reajuste de R$ 2 milhões em junho, já presente no acordo, que se referia ao INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumulado em 6,3% entre dezembro de 2023, quando a planilha de custos foi apresentada, e novembro de 2024. No momento, o valor total da obra está em R$ 33 milhões.

Em maio do ano passado, a Prefeitura informou que outro empecilho ao andamento do serviço era a presença de uma adutora da Sanepar, que não havia sido realocada e impedia a realização dos trabalhos em trechos específicos. Nesta quarta, a companhia informou que a tubulação foi removida ainda em 2025.

Imagem ilustrativa da imagem Duplicação da Constantino Pialarissi será paralisada até abril
| Foto: Roberto Custodio

Rotatórias e ciclovia

Quando anunciado pela gestão municipal passada, o projeto da duplicação e pavimentação da Rua Constantino Pialarissi foi abordado como uma opção para desafogar o trânsito, bem servindo os motoristas que só conseguem sair da área dos condomínios pela rodovia Mábio Gonçalves Palhano e Avenida Madre Leônia Milito.

A intenção era construir uma grande rotatória no início da rua, na divisa com a UEL, onde fica o entroncamento com a Rua Ernâni Lacerda de Athayde, que segue até a Gleba Palhano. A construção de outra rotatória estava prevista para o trecho final da duplicação, além de uma ciclovia para permeá-la completamente.

O ponto de ônibus que fica na Constantino Pialarissi, entre a reitoria da UEL e os condomínios universitários, segue inutilizado, sem atendimento pela linha 315 – Columbia desde o início da intervenção.

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