Duplicação da Constantino Pialarissi não tem data para terminar
Secretaria de Obras de Londrina justifica que uma licença ambiental, que não estava prevista no contrato, demorou quatro meses para ser liberada
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Secretaria de Obras de Londrina justifica que uma licença ambiental, que não estava prevista no contrato, demorou quatro meses para ser liberada
Douglas Kuspiosz - Reportagem Local 

A duplicação da rua Constantino Pialarissi, entre a marginal da PR-445 e a avenida Gil de Abreu e Souza, está atrasada. A obra, que vai conectar as zonas oeste e sul de Londrina, começou em agosto de 2024 e é orçada em R$ 31,1 milhões, mas ainda não tem data para ser concluída - o prazo inicial termina em junho.
O projeto contempla uma extensão de cerca de 2,5 quilômetros, indo das proximidades da reitoria da UEL (Universidade Estadual de Londrina) até a região dos condomínios. O recurso vem de um financiamento da Prefeitura junto à Caixa Econômica Federal, mais uma verba do Fundo Municipal de Saneamento.
Os serviços abrangem uma área de 46.217,25 metros quadrados, o que inclui a troca do asfalto já existente e a pavimentação de trecho de terra.
Em nota, a administração lista uma série de imprevistos que ocasionaram o atraso nos trabalhos, que têm apenas 17,57% de execução após nove meses da assinatura da ordem de serviço. Foram necessários quatro meses para a liberação de uma licença ambiental que não estava prevista no contrato inicial. Ela diz respeito à erradicação de árvores em áreas de preservação permanente. A falta dessa licença gerou a necessidade de um aditivo de R$ 94,5 mil, já autorizado pela Prefeitura.
“Além disso, a duplicação da Constantino Pialarissi, apesar de ter sido iniciada, ainda tem terrenos em seu traçado que não foram desapropriados pela antiga gestão. Outra interferência no andamento da obra é a presença de uma adutora da Sanepar, que também não foi realocada e impede os trabalhos em alguns trechos”, pontua a Prefeitura.
Procurada, a Sanepar disse que já iniciou a obra de remanejamento da rede de esgoto, com prazo de 15 dias. A tubulação de água deve ser realocada na sequência.
A nota da Prefeitura ainda afirma que, no momento, os operários estão trabalhando nas galerias pluviais e na terraplanagem, para posterior pavimentação da via.
A obra ainda deverá ter um reajuste de R$ 2 milhões, previsto em contrato. O valor diz respeito ao INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acumulado em 6,3% entre dezembro de 2023, quando a planilha de custos foi apresentada, e novembro de 2024. “Vale ressaltar que o reajuste ainda não foi autorizado”, frisou a administração.


