Sistema que certifica sanidade abre mercado para pequenos
Santo Antônio da Platina é o mais novo município da lista e celebra conquista
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sábado, 06 de setembro de 2025
Santo Antônio da Platina é o mais novo município da lista e celebra conquista

A celebração dos 111 anos de emancipação política de Santo Antônio da Platina incluiu uma conquista aguardada pelos pequenos empresários do município.
Recentemente, durante a 53ª edição da Exposição Feira Agropecuária e Industrial do Norte Pioneiro, a Efapi, a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) entregou às autoridades locais um certificado que atesta que o município de 45 mil habitantes vive sob novo status.
Seguido de um comentário simples e carregado de significado, Otamir Cesar Martins, diretor-presidente do agência, formalizou, num evento sobre produção de leite, a notícia que já vinha circulando e animando os pequenos produtores: Santo Antônio da Platina é o 193º município do Estado a fazer parte do Sistema Unificado de Sanidade Agroindustrial Familiar, o Susaf-PR. “Agora, o produtor pode vender não apenas aos habitantes do município, mas para todos os paranaenses”.
O Susaf-PR permite que municípios com um SIM (Sistema de Inspeção Municipal) de excelência certifiquem agroindústrias locais, conferindo-lhes o direito de comercializar seus produtos em todo o Estado.
A FOLHA perguntou ao engenheiro agrônomo Alfredo Alemão, extensionista referencial em agroindústria do escritório regional de Santo Antônio da Platina do IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural), porque estar na lista do Susaf abre chance de expansão das pequenas empresas.
“Para entender o impacto na economia, temos que entender como funciona a regularização de agroindústrias de produtos alimentícios. Produtos cuja matéria-prima é de origem vegetal, como geleias, compotas e panificados, são regularizados através da Vigilância Sanitária do município, que vistoria a agroindústria para expedir uma licença que é válida para todo o País, exceto para bebidas que são vistoriadas pelo Ministério da Saúde”, esclarece.
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“Já para os produtos de origem animal, como queijos, linguiças, embutidos e mel, por exemplo, há três níveis: a vigilância municipal, que regulariza o produto para ser vendido apenas nos limites do município; o Serviço de Inspeção Estadual, realizado no Paraná pela Adapar, que expede licenças para a venda dentro do território paranaense; e o Mapa (Ministério da Agricultura e do Abastecimento), que certifica a indústria para comercializar seu produto em todo o País e para a exportação”, prossegue.
“Em cada um desses níveis, a exigência e principalmente os custos são crescentes”, explica. “É importante entender que muitas dessas agroindústrias, na verdade, querem apenas vender em municípios vizinhos, porém não possuem volume de produção que justifique solicitar o Serviço de Inspeção Estadual, mais caro e exigente. Com o Serviço Municipal, ele não poderia vender para esses municípios vizinhos, mas com o Susaf pode”, resume.







