Liberado o plantio de soja no Norte do Paraná
Fim do vazio sanitário marca início da safra 2025/26; produtores da região já podem iniciar a semeadura
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de setembro de 2025
Fim do vazio sanitário marca início da safra 2025/26; produtores da região já podem iniciar a semeadura
Da Redação 

O plantio da soja foi oficialmente liberado nesta segunda-feira (1º), no Norte do Paraná, após o término do vazio sanitário no domingo (31). A medida permite que agricultores iniciem a semeadura da safra 2025/26, que poderá ser realizada até 31 de dezembro. O vazio sanitário, período de 90 dias em que a cultura não pode ser cultivada, é essencial para reduzir o risco de disseminação da ferrugem asiática, doença fúngica que ameaça a produtividade da lavoura.
No Paraná, os períodos de vazio sanitário variam conforme a região. Para o Norte, Noroeste e Oeste, a restrição foi de 2 de junho a 31 de agosto. Já o Sudoeste só terá o fim do vazio em 10 de setembro, enquanto Sul e Centro-Sul aguardam até 19 de setembro.

Riscos e cuidados para a nova safra
Segundo o engenheiro agrônomo Flávio Turra, do Sistema Ocepar, plantar fora do calendário recomendado pode trazer prejuízos não só ao produtor, mas a toda a cadeia produtiva. “Além do risco de doenças e perdas climáticas, quem descumpre o vazio sanitário pode sofrer multas, ter a lavoura destruída e até perder acesso a crédito rural e seguro agrícola”, alerta.
Outro ponto fundamental para os agricultores do Norte do Paraná é observar o Zarc (Zoneamento Agrícola de Risco Climático), que define os períodos ideais para o plantio de acordo com as condições de cada município.
Importância da soja no Paraná e no Brasil
A soja é a principal cultura agrícola do Brasil e representa 23% do VBP (Valor Bruto de Produção) agropecuária nacional. O país responde por 40% da produção mundial, à frente de Estados Unidos e Argentina.
No Paraná, a soja também ocupa papel estratégico: responde por 26% da produção agropecuária estadual, com cerca de 21,5 milhões de toneladas ao ano, o que coloca o estado como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso. A região Norte, incluindo Londrina, é uma das mais relevantes na produção.
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Agroindustrialização agrega valor no Norte do Paraná
Com pouca margem para expandir a área plantada, o foco do Paraná tem sido agregar valor à produção. Parte significativa da soja colhida no Norte do estado é destinada à agroindustrialização, principalmente para a produção de ração utilizada na avicultura e suinocultura.
As cooperativas paranaenses processam diariamente cerca de 41 mil toneladas de soja, transformando grãos em óleo e farelo. Estima-se que 68% da produção estadual passe por esse processamento, fortalecendo cadeias como a produção de frango, atividade que, ao lado da soja, sustenta a economia agroindustrial da região.
Biodiesel amplia demanda pela soja
Outro destino em expansão para o grão é a produção de biodiesel. Em junho, o governo federal elevou de 14% para 15% a mistura obrigatória de biodiesel no diesel, e a meta é chegar a 20% até 2030. Esse movimento deve aumentar ainda mais a demanda pela soja produzida no Paraná, reforçando a importância estratégica do cultivo para a economia regional e nacional.
Com informações do Sistema Ocepar




