Londrina tem soja, milho e frango como protagonistas no campo
Participação do ‘top 3’ representou 63% da soma das riquezas nas propriedades rurais em 2024
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de outubro de 2025
Participação do ‘top 3’ representou 63% da soma das riquezas nas propriedades rurais em 2024
Lucas Catanho - Especial para a FOLHA 

Soja, milho e frango são protagonistas nas propriedades rurais de Londrina. É o que mostra levantamento realizado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), órgão ligado à Seab (Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento), referente ao VBP (Valor Bruto de Produção) 2024 – a soma das riquezas produzidas no campo.
O VBP alcançou a cifra de R$ 1,2 bilhão em Londrina no ano passado. Desse total, 63% foram provenientes da soja (1ª safra), milho (2ª safra) e frango de corte.
Com participação de quase 34% no VBP de Londrina, a soja atingiu um VBP de R$ 426,7 milhões, seguida do milho (R$ 195,3 milhões e 15% de fatia) e do frango de corte (R$ 173,5 milhões e quase 14% de participação).
Em 2024, a soja (1ª safra) foi cultivada em 70 mil hectares de terras em Londrina, que resultou na produção de 217 mil toneladas do grão. O milho (2ª safra), por sua vez, ocupou 36,5 mil hectares, com a produção de 213,5 mil toneladas.
Carlos Eduardo Boni, economista do Deral, destaca que não há mercado consumidor específico para as commodities agrícolas (soja e milho) produzidas em Londrina.
“Tudo depende de uma série de fatores, especialmente os de logística e custo. Parte dos grãos produzidos vai para as indústrias de ração, outra parte para a produção de produtos alimentícios, mas não necessariamente localizadas na região produtora.”
Segundo o técnico, a destinação desses grãos é diversa, variando desde alimentação humana a ração para nutrição animal, mas também eles são utilizados em indústrias químicas, na produção de cosméticos e de biodiesel.
“O Deral acompanha a produção, mas a destinação dessa produção é decisão de cada produtor. Acreditamos que a maior parte siga para exportação, realizada por cooperativas e grandes empresas da área”, pontua.
RENTABILIDADE
Sobre a rentabilidade dos grãos, o técnico pondera que depende de muitos fatores, desde o plantio, colheita, armazenamento (custos), até o preço da venda na data que o produtor quiser realizar a venda.
“Os grãos são colhidos e armazenados em cooperativas ou empresas de ramo e são vendidos quando os produtores quiserem, ao preço do dia que eles escolherem para realizar essa transação, então os dados sobre rentabilidade dependem disso.”
O técnico aponta que a terra na região de Londrina é muito boa para a produção de grãos.
“A forma de manejo das culturas, a tecnologia adotada e os custos inerentes a cada decisão são as principais preocupações do produtor, pois são variáveis sobre as quais ele tem algum controle”, pontua.
FRANGO
Sobre a produção de frango de corte, foram abatidas 10,2 milhões de cabeças em Londrina no ano passado, de acordo com o levantamento do Deral. O peso médio de cada cabeça abatida no município ficou em 2,8 kg.
Londrina conta hoje com 23 barracões de criação de frangos de corte cooperados e outros 91 barracões integrados.
A estrutura disponível hoje suporta o aumento de aves instaladas. Os barracões cooperados alojam hoje cerca de 452 mil aves e têm capacidade para alojar mais de 620 mil. Os barracões integrados, por sua vez, alojam hoje pouco mais de 3,7 milhões de aves, mas têm capacidade para alojar mais de 5 milhões.
“O aumento do número de aves alojadas depende da empresa, não do produtor. O produtor na verdade entra apenas com a estrutura, porque o pintainho, a ração e o técnico para acompanhar o desenvolvimento das aves alojadas é fornecido pela empresa, então o produtor apenas presta um serviço para as empresas. Também é relativamente fácil aumentar o número de barracões para esse fim, dependendo da disponibilidade do produtor”, considera o técnico.
A produção de frango de corte em Londrina tem três grandes destinos: LAR Cooperativa Agroindustrial, com abatedouro em Matelândia; JBS (Seara), com abatedouro em Rolândia; e Jaguafrangos (Grupo BTZ), com abatedouro em Jaguapitã.
RANKING
Entre os 399 municípios paranaenses, Londrina ocupa a 22ª posição estadual no ranking com maiores VBPs do estado, com participação de 0,6% em 2024. No topo segue Toledo, com VBP de R$ 4,7 bilhões e participação de 2,5%.
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Em comparação com o VBP 2023, houve uma pequena mudança em Londrina. Nesse ano, o frango de corte ficou em segundo lugar no ranking, com o milho em terceiro. Nesse ano a participação da soja ficou em 39%, seguida do frango de corte (12%) e milho 2ª safra (11%).




