#Alienstock - Tempestade na área 51 busca por verdades e vida extraterrestre


Patricia Maria Alves - Grupo Folha
Patricia Maria Alves - Grupo Folha

 18 de setembro  


 A pequena cidade de Rachel, em Nevada, nos Estados Unidos, se preparava para receber centenas de pessoas em busca de aliens, levantando cartazes na defesa da liberdade de seres extraterrestres. Os visitantes responderam ao convite de um evento-sátira criado três meses antes no Facebook, “Storm Area 51: They can’t stop all of us”, marcado para acontecer dali dois dias.  



Até o dia marcado, dois milhões de pessoas haviam confirmado participação. A expressiva adesão à sátira começou a preocupar até mesmo a Força Aérea dos EUA, cuja porta-voz chegou a alegar ao jornal The New York Times que “qualquer tentativa de invasão às instalações militares era estritamente perigosa.”    




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Mario Tama/AFP
 

 

 

20 de setembro  


Preocupado que um grande número dos confirmados fosse realmente até a cidade, o jovem Matty Roberts, 20, criador da piada no Facebook, organizou um evento musical, a Alienstock, em alusão ao festival de Woodstock que reuniu mais de meio milhão de pessoas em 1969.   

Não com o mesmo peso do festival icônico, mas eles apareceram. O jornal britânico The Guardian estima que aproximadamente 1.500 entusiastas da ufologia tenham comparecido ao festival na cidade de Rachel.  

Já para o evento inicial (Area 51 Storm), batizada de corrida do Naruto  – famoso personagem de série de mangá, cuja técnica de corrida, na cultura popular, faria ser o mais rápido e impossível de parar - marcada para a noite de sexta-feira (20) nos portões da base militar, os números divergem na imprensa internacional, entre 75 a 150 pessoas.  

 A Alienstock dividiu as atenções com outra manifestação, a “Marcha Global pelo Clima”. Os dois eventos fizeram tanto sucesso nas redes sociais, a ponto de um internauta publicar “Há dois tipos de pessoas no mundo, aqueles invadindo a área 51 e aqueles em greve pelo clima.”  





#Alienstock - Tempestade na área 51 busca por verdades e vida extraterrestre
Mario Tama/AFP
 


 As hashtags #Area51Storm e #Alienstock,  subiram aos assuntos mais comentados. Com a autodeclaração de que o Brasil é o país do “meme”, os internautas expressaram choque com os que levaram a piada a sério. Porém, uma leve esperança surgiu na linha do tempo de quem rolava a tela: “Será o momento de descobrir que não estamos sozinhos?”  




 

#Alienstock - Tempestade na área 51 busca por verdades e vida extraterrestre
Mario Tama/AFP
 



CASO JARDIM ALVORADA 



No Brasil não há uma área para chamar de 51, segundo o ufólogo A. J. Gevaerd, que desde a infância está envolvido com as pesquisas sobre óvnis (objeto voador não identificado). Nem algum lugar onde se registrou maior número de contatos com extraterrestre. Porém, o país é considerado um dos locais onde mais há relatos de avistamentos. O último caso registrado, segundo Gevaerd, foi no mês de agosto, quando um piloto de voo comercial teria avistado um óvni acompanhando a aeronave que seguia de Porto Alegre para São Paulo e passava pelo espaço aéreo de Joinville (SC).  




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Marco Jacobsen
 



Maringaense de nascimento, Gevaerd já acompanhou diversos casos no Brasil e no Paraná, inclusive em Londrina. E destaca o caso de abdução de dois irmãos em Maringá (Noroeste) no ano de 1979, como um dos mais importantes no mundo. O “Caso do Jardim Alvorada” seria um dos relatos mais profundos e bem documentados sobre o contato sexual entre um humano e uma alienígena. Gevaerd participou de entrevistas gravadas com o “abduzido” e seus relatórios foram editados em um livro nos Estados Unidos. 


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