Literatura negra é tema de palestra na Usina Cultural
Nesta sexta-feira (24), a escritora e jornalista londrinense Isabela Cunha fala sobre o tema como forma de expressão e resistência
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de outubro de 2025
Nesta sexta-feira (24), a escritora e jornalista londrinense Isabela Cunha fala sobre o tema como forma de expressão e resistência
Da Redação 

“A importância da literatura negra como forma de expressão cultural e resistência, explorando obras literárias significativas, movimentos literários afro-brasileiros e a contribuição de autores negros para o cenário cultural contemporâneo.” Este é o tema da palestra “Cultura e Literatura Negra”, que a Usina Cultural realiza nesta sexta-feira (dia 24), às 20h.
A palestra será realizada pela jornalista Isabela Cunha, escritora e produtora cultural londrinense, que pensa a literatura como direito de todos e como potência existente em cada pessoa. Ela é autora de "Cianureto" (2022), "Dia de Festa no Brasil" (2025) e tem participação nas antologias "Viras do Versa" e "Um Dedo de Prosa." Isabela cunha também publicou na revista "Pausa na Rede."
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“Viver já é um jeito de fazer literatura com a pele.” Essa é a descrição que Isabela Cunha usa na sua minibiografia para divulgar a palestra, mas ela alerta que não é qualquer pele. “Essa é uma marca que está presente na literatura, especialmente, das mulheres negras. O jeito de fazer, de contar, de falar, a oralidade. São elementos que dão forma e característica a pelo menos uma parte da literatura produzida por pessoas negras no Brasil.”
Isabela Cunha cita três autoras brasileiras fundamentais. O primeiro nome é de Maria Firmina dos Reis, a primeira mulher negra a publicar um romance no Brasil. “Úrsula” foi publicado em 1859. O segundo, Carolina Maria de Jesus, autora do icônico “Quarto de Despejo”, publicado em 1960 e traduzido para 14 idiomas, distribuído em mais de 40 países. O terceiro, a contemporânea Conceição Evaristo, a primeira escritora negra a ter acervo no Museu de Literatura Brasileira.
A escritora londrinense não deixa de citar o escritor Itamar Vieira Junior, autor entre tantos de “Torto Arado”; e a escritora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um Defeito de Cor” e primeira mulher negra da Academia Brasileira de Letras, escolhida em 2025. “Grandes nomes que estão produzindo, sendo premiados e vendendo muito. A gente pode construir esse arco [de escritores]. Nomes importantes para a história e a literatura do Brasil, comenta.
A palestra “Cultura e Literatura Negra” tem entrada gratuita e os interessados devem fazer a inscrição pelo Sympla. A atividade integra a programação do projeto “Pontes de Cultura - engrenagens do futuro”, realizado pela Usina, com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Londrina.
* Com assessoria.
SERVIÇO:
“Cultura e Literatura Negra”, com Isabela Cunha
Quando: nesta sexta (24), às 20h
Local: Vila Usina Cultural (Avenida Duque de Caxias, 4.159), Londrina - centro
Inscrições gratuitas no Sympla




